Aprenda a gerenciar a sua carreira na internet

Segundo especialistas, as informações e os comentários divulgados na rede precisam de uma roupagem profissional

Hugo Passarelli, do Economia & Negócios,

30 de abril de 2010 | 13h14

Estar atento às exigências do mercado, ter um bom currículo e uma  rede de contatos sempre foram as recomendações tradicionais para quem está em busca de emprego. Mas o avanço das redes sociais tornou a participação no mundo online um dos requisitos desejáveis para a inserção no mercado.

 

No caso de ferramentas mais específicas, como o LinkedIn, a importância é evidente. Nos Estados Unidos, um estudo recente da Jobvite com 400 profissionais de Recursos Humanos mostrou que 95% das empresas americanas usam o LinkedIn na procura por novos funcionários. Lá fora, a taxa de sucesso nessa busca já chega a 66%. Por aqui, a rede social já possui cerca de 1 milhão de usuários cadastrados. Com a recente estreia da versão em português, a tendência é de expansão.

 

Expor por meio do conteúdo

 

Na web, o currículo deixa de ser apenas um resumo das qualificações, mas o que você fala, debate ou posta. "As redes sociais permitem que eu me exponha por meio do meu conteúdo", afirma Deni Bellotti, da consultoria Fellipelli. É por isso que as informações, comentários e até mesmo fotos divulgadas na rede devem receber uma atenção especial. "É preciso adequar a linguagem, dando a ela uma roupagem profissional", diz Bellotti.

Crédito: Pedro Bottino

 

Nesse novo ambiente, a "regra do tamanho", que tradicionalmente dita o enxuto tamanho dos currículos, pode ser contornada. "O profissional, por exemplo, pode acrescentar cursos que estejam relacionados à área em que atua", afirma Giuliana Hyppolito, consultora da DMRH, que completa: "O jovem tem o diferencial de já participar de grupos e blogs, lugares onde muitas vezes ocorrem programas de trainee".

 

Convergência de networking

 

Se a intenção é turbinar o networking, porém, a internet não é a solução de todos os problemas. "Tem de haver convergência entre o real e o virtual. [O networking] deve começar na internet, mas passar para o pessoal", diz José Augusto Minarelli, autor de Superdicas de Networking para sua Vida Pessoal e Profissional e fundador da Lens e Minarelli Associados.

 

Participar do Twitter ou do LinkedIn é também essencial para quem procura uma recolocação no mercado de trabalho. "Essas ferramentas são extremamente importantes para o desempregado acompanhar os movimentos do mercado e observar para onde ele deve direcionar o seu perfil", afirma Giuliana. Segundo Minarelli, cerca de 80% das pessoas que conseguem se recolocar no mercado o fazem com o auxílio do networking.

 

 

Quaisquer que sejam as redes, o importante é manter o perfil atualizado e, na busca por contatos, saber onde procurar o "alvo". Em seu livro, Minarelli afirma que é preciso separar os contatos entre pessoas-meio e pessoas-fim - os primeiros são as fontes de informação, que podem influenciar na tomada de decisões dos últimos, que são os contratantes.

 

Centralize suas informações

 

Para os autônomos, um site pessoal ou blog tornam-se ferramentas "excepcionais", na opinião de Giuliana. "Esses profissionais, muitas vezes, têm dificuldade de posicionar o trabalho. E a internet oferece essa possibilidade", afirma.

Mas essa reunião de portfólio é indispensável a todos que desejam manter uma rede saudável de contatos. "[O candidato] precisa de um local para centralizar as suas informações e onde as pessoas possam falar com ele", considera Deni Bellotti.

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