'Aprendi a me adaptar a qualquer situação'

Nem mesmo quando começou a estagiar na Embraco, que tem indústrias em quatro outros países, o engenheiro de controle de automação Rodolfo Flesch, de 28 anos, imaginava que um dia trabalharia na China. No entanto, ao fim do programa de estágio, em 2006, ele recebeu a proposta de desenvolver na fábrica chinesa o trabalho que realizava aqui. Passou quatro meses na Ásia e, hoje, confessa que não se arrependeu. "Tive uma excelente oportunidade de aplicar grande parte do que eu vinha fazendo em minhas atividades no Brasil."

O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h11

A experiência no exterior foi tão proveitosa que ele voltou ao país outras quatro vezes, uma delas para fazer disciplinas em um curso de pós-graduação. "Aprendi a entender melhor as diferenças culturais, me adaptar a situações e ter uma nova visão de mundo", diz o jovem.

Flesch conta também que na China, a engenharia é muito voltada à resolução de problemas. Segundo ele, é também comum o estabelecimento de parcerias entre as empresas e as universidades. Fato que, refletiria em um salto de qualidade nos produtos chineses.

"Muitas pessoas ainda têm preconceito em relação à qualidade dos produtos chineses, mas muitos deles, vendidos no mercado nacional chinês, apresentam qualidade muito superior à encontrada nos produtos brasileiros", ressalta.

A vivência no país, que somou um ano e meio ao todo, foi suficiente para ele perceber a relação direta que o aprendizado adquirido na universidade exerce sobre a produtividade no mercado de trabalho chinês. "É incrível a velocidade com que as obras e os projetos são realizados lá, e isso em grande parte é e aprendido nas aulas. De modo geral, os alunos se esforçam para ingressar nas melhores universidades e são bastante comprometidos com os estudos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.