Antônio Cruz/Agência Brasil
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Aprovação da reforma da Previdência até março pode gerar economia de R$ 6 bi, prevê secretário

Para Marcelo Caetano, da Fazenda, economia anunciada reflete o impacto nas contas do INSS; na Previdência dos servidores, resultado seria pouco expressivo

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2018 | 13h33

O secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, disse nesta segunda-feira, 22, que a aprovação da reforma da Previdência até março deste ano pode gerar uma economia entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões nas despesas correntes do governo em 2018.

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Segundo ele, esse valor reflete o impacto nas contas do INSS. Já na previdência dos servidores públicos, o impacto em 2018 é pouco expressivo, afirmou. 

Em sua avaliação, a reforma, se aprovada, terá um impacto positivo maior nas expectativas em relação à economia brasileira. No curto prazo, o efeito das mudanças na redução das despesas é menor.

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O secretário negou previsões de uma economia de R$ 10 bilhões em 2018. Nos últimos dias, fontes do Palácio do Planalto insistiram no discurso de que o governo poderia ter uma economia de R$ 10 bilhões abrindo espaço no Orçamento para mais gastos com emendas das parlamentares.

Rombo. Nesta segunda, o governo divulgou que o déficit da Previdência da União (INSS e servidores) atingiu R$ 268,798 bilhões em 2017. As contas do INSS registraram rombo de R$ 182,45 bilhões no ano passado. Já o déficit da Previdência dos servidores da União foi de R$ 86,348 bilhões. 

O rombo do INSS cresceu 21,8%, uma alta de R$ 32,717 bilhões em relação ao verificado em 2016, quando o déficit ficou em R$ 149,7 bilhões.

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