Aprovação de países da UE permitirá desbloquear têxteis chineses

Os mais de 75 milhões de produtos chineses bloqueados nas fronteiras européias serão liberados em meados da semana que vem, após os países da União Européia (UE) aprovarem hoje o acordo alcançado na segunda-feira entre a Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) e as autoridades de Pequim. O acordo - que precisava da maioria qualificada para ser aprovado - obteve o voto a favor de todos os países, exceto a Lituânia, que se absteve, disseram à EFE fontes ligadas à reunião.Desta forma, chega ao fim um problema que começou quando as cotas definidas em junho passado por Bruxelas e China - para limitar o crescimento das importações em dez categorias de produtos, entre 8% e 12,5% anual, até 2007 - se esgotaram em poucas semanas, em seis cotas. Uma vez conseguido o sinal verde definitivo dos países-membros, a CE fará as tramitações adequadas para aprovar o regulamento de aplicação do acordo com Pequim, o que pode levar cinco dias, disse a porta-voz da CE, Françoise le Bail.As cotas estipuladas por Bruxelas e Pequim para 2005, que entraram em vigor em 12 de julho passado, se esgotaram em poucas semanas para os casacos e, sucessivamente, foram sendo ultrapassadas nas categorias de calças, blusas, camisetas, sutiãs, fio de linho e vestidos, que ao chegar sem licença de importação ficaram retidas.O mecanismo estipulado prevê que a metade dos objetos entrará no mercado europeu através de um aumento das cotas definidas para 2005. A outra metade será desbloqueada por conta de uma parte dos contingentes estipulados para 2006, ou usando as cotas definidas em 2005 para o tecido de algodão, pois até o momento só entrou 40% da cota nesta categoria.Além disso, as autoridades de Pequim se comprometeram a não emitir mais licenças de importação este ano para as categorias em que os limites já foram ultrapassados. Durante as várias e longas discussões dos especialistas dos 25 e da CE esta semana, os países pediram garantias sobre a aplicação do novo acordo para evitar que o problema aconteça de novo.

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