Aprovação do mínimo torna crível corte de gastos e juros caem

A presidente Dilma Rousseff passou com louvor pelo primeiro teste na Câmara ao conseguir a aprovação, quarta-feira à noite, do salário mínimo de R$ 545. Mesmo já prevendo essa vitória nos últimos pregões, o mercado de juros deu sequência ontem ao movimento de queda das taxas futuras pelo terceiro dia, diante da percepção de que o governo terá mais força política para promover o corte de R$ 50 bilhões, que deverá ser detalhado na próxima semana. Em se tornando realidade, esse corte de despesas abre espaço para uma melhora das expectativas de inflação, o que exigiria uma dose menor de aperto monetário por parte do Banco Central. A taxa para janeiro de 2013 cedeu de 12,73% para 12,66% e a de janeiro de 2017 recuou a 12,37%, de 12,53% na quarta-feira.

Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

No dólar, a votação do mínimo dissipou a cautela recente e já há especialistas avaliando que o governo poderá deixar a moeda dos EUA se enfraquecer para ajudar a combater as pressões inflacionárias. Após três altas seguidas, a moeda no balcão caiu 0,54%, para R$ 1,662, influenciada principalmente pelo movimento de baixa no exterior, onde as tensões políticas no norte da África e Oriente Médio levaram os investidores a buscar proteção nos Treasuries, ouro, franco suíço e iene.

O salário mínimo não animou a Bovespa, que teve um pregão modorrento, marcado por oscilações estreitas, ao sabor dos indicadores norte-americanos e do noticiário geopolítico. O mercado acionário doméstico se ressente da falta de interesse dos investidores estrangeiros. O Ibovespa teve ligeira alta, de 0,16%, aos 67.684,99 pontos, com volume de R$ 5,977 bilhões.

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