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Aprovação em infra-estrutura deve crescer mais, diz Coutinho

Segundo presidente do BNDES, áreas que mais terão destaque serão transportes, telecomunicações e energia

Anne Warth, da Agência Estado,

12 de novembro de 2007 | 13h52

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira, 12, que as aprovações de projetos em infra-estrutura devem continuar a crescer de forma acelerada na instituição nos próximos dois anos. Nos últimos 12 meses, as aprovações de projetos nessa área aumentaram 80%, para R$ 37,9 bilhões, e os desembolsos chegaram a R$ 25,8 bilhões, uma alta de 60%.  O anúncio foi feito por Coutinho no Seminário Desafios e Perspectivas da Infra-estrutura no Estado de São Paulo, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Base e da Infra-estrutura (Abdib), na capital Paulista.  "Nós antevemos que nos próximos dois anos as aprovações de projetos em infra-estrutura crescerão aceleradamente. Isso se refletirá sobre a demanda de bens de capital, na oferta de máquinas e de equipamentos na área de construção, o que, por sua vez, vai colocar um desafio no setor de bens de capital, principalmente na área de encomenda, que vai precisar também crescer para fazer frente a essa demanda em ascensão", disse ele. Na avaliação de Coutinho, as áreas que mais terão destaque nos próximos meses serão transportes, telecomunicações e energia. Nos últimos 12 meses, o BNDES aprovou R$ 16,4 bilhões em projetos na área de transportes, uma alta de 450%, R$ 6,1 bilhões em telecomunicações, uma elevação de 176%, e R$ 8,4 bilhões em energia elétrica, um crescimento de 79%. Segundo ele, entre 2007 e 2010, a instituição deverá liberar R$ 197,9 bilhões em projetos de infra-estrutura entre 2007 e 2010, ante R$ 123,9 bilhões entre 2002 e 2005. Desse total, R$ 88,2 bilhões serão em projetos na área de energia, R$ 58,8 bilhões em telecomunicações, R$ 11 bilhões em ferrovias até 2010, R$ 38,1 bilhões em saneamento e R$ 1,9 bilhão em portos. Entre 2002 e 2005, essas áreas receberam, respectivamente, R$ 40,8 bilhões, R$ 58,7 bilhões, R$ 7,7 bilhões e R$ 16,3 bilhões. Não foram registrados desembolsos para projetos em portos no período. "Essa nova rodada de concessões rodoviárias vai demandar novos investimentos. Além disso, o BNDES teve muita demanda por ferrovias nos últimos meses e temos apoiado intensamente a modernização do sistema ferroviário", exemplificou.  Em telecomunicações, continuou Coutinho, a terceira geração de telefonia móvel e a ampliação da rede de banda larga devem ser os destaques na área de projetos. Já em relação à energia elétrica, ele disse esperar um novo ciclo de investimentos com a aprovação dos projetos das usinas do Rio Madeira. "A expansão daqui para a frente será muito forte. Notadamente, esperamos que os projetos no Rio Madeira demandem muitos recursos no futuro", observou.

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