Aprovadas indicações de Mesquita e Cunha para diretorias do BC

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou na manhã desta terça-feira as indicações para o Banco Central dos economistas Mário Mesquita, na diretoria de Estudos Especiais e de Paulo Vieira da Cunha, na diretoria de Assuntos Internacionais.A comissão aprovou também requerimento de urgência para que os nomes sejam examinados pelo plenário da Casa, o que ocorrerá somente após o destrancamento da pauta de votações. Ou seja, depois da examinação de algumas medidas provisórias.Na sabatina realizada na Comissão, Cunha afirmou que a condução da política monetária pelo BC exige "cautela e prudência". Ele destacou o controle da inflação e a conquista da credibilidade pelo BC exibida pela convergência das expectativas de inflação às metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)."Mas a vigilância deve ser contínua, de maneira a resguardar os ganhos na redução da inflação. Em política monetária, como em tantas as outras coisas, a evidência mostra que a prevenção é o melhor remédio", disse Cunha. Segundo ele, é inconcebível supor que um BC que sistematicamente falhe no controle da inflação e seja percebido como transigente na luta contra a elevação dos preços consiga manter as expectativas da sociedade em linha com as metas futuras.Vida práticaEle também destacou que o resultado da política monetária, que é a derrota da inflação, levou a uma queda histórica no risco País - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País- e melhorou as condições do Tesouro Nacional de se financiar de forma vantajosa - ou seja, queda dos juros da dívida.Cunha ressaltou ainda que o maior ganho da inflação baixa está no salário real refletido nos dados sobre recuperação da renda real do trabalho. Cunha destacou ainda que a economia brasileira vive um dos seus melhores momentos, destacado desde o crescimento do emprego e da renda real até o aumento das exportações e, agora também, das importações.Mesquita lembrou ainda, em sua sabatina, que o regime de metas de inflação com flutuação cambial consolidou-se como um dos elementos centrais da política econômica brasileira nos últimos anos. Para ele, o papel do Banco Central na conjuntura atual é consolidar os expressivos ganhos dos últimos anos, mantendo as expectativas de inflação ancoradas às metas. Para o economista, ao fazer isto o BC dará uma contribuição decisiva para o crescimento econômico com distribuição de renda, para o desenvolvimento do Brasil e a construção de uma sociedade mais justa e coesa.

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