Victor Affaro/Ovo Conteúdo
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entrevista

E-Investidor: "Juro baixo tira o dinheiro dos rentistas e leva para as empresas", diz CEO da Valora

‘Aprovar a reforma tira da frente um cenário de cauda negativo’

Para o executivo, a conclusão da aprovação da reforma vai resolver o principal item de risco para a economia

Entrevista com

Sérgio Campos, Presidente da Gauss Capital

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2019 | 05h00

A aprovação da reforma da Previdência dará mais segurança para o empresário brasileiro investir no País e para o estrangeiro voltar a fazer negócios por aqui, avalia o presidente executivo da gestora Gauss Capital, Sérgio Campos. Para ele, a conclusão da aprovação da reforma vai resolver o principal item de risco para a economia e permitir arrumar a casa. Campos afirma que, apesar da decepção do crescimento econômico neste ano, a previsão é que 2020 o desempenho seja melhor, com avanço de 2,2% do PIB.

A aprovação da reforma da Previdência, em 1º turno, pode mudar o rumo da economia? Alguns economistas acreditam que a aprovação já está precificada e que o reflexo não ajudará o desempenho da economia neste ano.

Sem dúvida. Aprovar essa reforma tira da frente um cenário de cauda muito negativo e, por mais que não auxilie a atividade deste ano, deve melhorar o desempenho da economia a partir de 2020.

O último resultado do PIB mostrou um desempenho muito fraco da economia brasileira, com queda dos investimentos. Como reverter esse cenário?

Primeiro é necessário finalizar a aprovação da reforma da Previdência, porque isso vai resolver nosso principal item de risco para a economia, vai aliviar a tensão, permitir arrumar a casa e dar mais segurança para o empresário brasileiro investir e também o estrangeiro voltar para cá. Outras medidas econômicas, como a reforma tributária e as privatizações, também servirão de motor para esse processo de sair da inércia.

Quais setores têm mais chance de atrair investimento?

Setores que serão alvos de privatização, como o elétrico, de saneamento e também telefonia, devem se sobressair porque são os mais atraentes. Infraestrutura também deve ser priorizada e, por isso, chama a atenção.

Como você avalia o 1º semestre do governo?

Acreditamos que houve um processo de aprendizado do governo. É verdade que foi a duras penas, mas hoje já há uma melhor articulação e comunicação mais habilidosa, apesar das constantes “quedas de braço” com o Congresso e com o Centrão. O mercado segue otimista com a reforma da Previdência e com os impactos da aprovação das mudanças sobre a atividade econômica a partir de 2020. Em 2019, contudo, houve uma decepção grande com o crescimento, que deve fraquejar novamente. Nossa projeção de PIB é de somente 0,8% de crescimento este ano; mas 2,2% em 2020.
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