José Maria Tomazela/Estadão
José Maria Tomazela/Estadão

‘Aqui, estamos vendo futuro para a nossa família’

Depois de trabalhar sem registro em panificadora, maranhense aposta na lavoura em Mato Grosso

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26 Setembro 2017 | 05h00

“Trabalhei sem registro numa panificadora em Brejo, no leste do Maranhão, e os R$ 20 que ganhava por dia não eram suficientes para manter a minha família. Há dois anos, decidi deixar meu Estado e tentar a sorte em Campo Verde, em Mato Grosso. No começo, passei a prestar serviços para outros agricultores, no assentamento Santo Antonio da Fartura e, como havia falta de mão de obra na época, chamei meu pai e um irmão para virem para cá. Juntos, começamos a plantar hortaliças em 15 mil metros quadrados. Hoje, a nossa produção de couve, cebolinha e outros legumes é vendida para compradores locais e gente de fora também, em Cuiabá.

Aqui em Mato Grosso, tive oportunidade de crescer e empregar meus parentes. Nesta época do ano, de chuvas, chegamos a ter um ganho livre de R$ 6 mil a R$ 7 mil por mês. Construí minha casa e consegui deixar de pagar aluguel, até comprei uma moto. O meu irmão, que era servente de pedreiro em Brejo, comprou duas motocicletas, que agora usa para transportar os legumes. Tenho muitas saudades da minha terra, mas aqui estamos vendo futuro para a nossa família.”/ José Maria Tomazela

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