Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Aquisições e fusões devem movimentar a Bolsa em 2018

Apostas seguem concentradas em empresas com resultados que possivelmente vão acompanhar a melhora da economia

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2017 | 08h28

As apostas dos analistas seguem concentradas em empresas com resultados que possivelmente vão acompanhar a melhora da economia. O time da Coinvalores, por exemplo, indicou a locadora de automóveis Movida, que, depois de ter realizado investimentos, deve capturar o crescimento do setor e atingir níveis de rentabilidade mais próximos aos dos seus concorrentes.

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A XP, por sua vez, recomendou a CCR. “Nossa visão construtiva para o setor de infraestrutura nos próximos anos é sustentada por fatores como recuperação mais rápida que o esperado do tráfego de veículos; leilões no primeiro semestre de 2018 e após o ano eleitoral; e queda na taxa média de juros, que ainda afetará positivamente o lucro da empresa”, explicou a equipe de análise.

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A Guide Investimentos incluiu um fundo de investimento imobiliário listado na bolsa brasileira, o BC Office Fund, no portfólio, visando à melhora da economia e à possível continuação do ciclo de expansão monetária.

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A Magliano, por sua vez, indicou Carrefour, Copel e Gerdau. A rede de supermercados foi incluída em função dos indicadores de confiança dos consumidores e da constatação de que o comércio começa a reagir. Sobre a Copel, a corretora lembrou que o governo do Estado do Paraná está orientando a empresa a reduzir seu programa de investimentos, visando readequar sua estrutura de capital. “Vemos potencial para a empresa, que não se apresenta prejudicada como a Cemig em relação a dívidas e pode tirar proveito disso, ampliando sua carteira de ativos ou até promovendo venda de ativos para reestruturar seu foco de negócios.”

Quanto à Gerdau, a equipe de análise continua a apontar a empresa como o melhor veículo para o investidor que queira se posicionar em ações de siderurgia no Brasil. “O preço da ação não registrou a alta observada com as ações de seus pares do setor. Por outro lado, os desastres naturais ocorridos no México e nos Estados Unidos, que em ambos os casos trouxeram enorme destruição, vai refletir em reconstrução e a companhia deve ser favorecida pela maior demanda de aço longo nestas regiões”, dizem os analistas da Magliano.

A expectativa dos analistas para 2018 é de que seja um ano agitado em termos de fusões e aquisições. O time da XP cita que esses movimentos devem atingir setores como educação, saúde, aluguel de carros e infraestrutura. “Acreditamos que ainda há oportunidades nesses setores, não só para investidores locais, mas também para estrangeiros, tendo em vista o Real mais desvalorizado que a média do ano”, dizem os analistas.

Para o Santander, a perspectiva não é somente de eventos de fusão e aquisição, mas também de operações de emissão de dívida externa e abertura de capital. A aposta é de movimentos de consolidação nos setores de energia, tecnologia e telecomunicações. Embora as eleições no segundo semestre do próximo ano adicionem um grande fator de incerteza, a crença é de que a maior parte das operações irá se concentrar no primeiro semestre, com a percepção de risco no exterior garantindo demanda dos investidores estrangeiros.

O analista Vitor Suzaki, da Lerosa, diz que os setores de shopping centers e de saúde devem ser alvos de operações de fusões ou aquisições.

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