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Arábia Saudita declara embargo a 5 unidades de carne de frango do Brasil que exportam ao país

Unidades representam 30% do volume que atualmente é vendido para o país; na lista, estão unidades da JBF e BRF

Camila Turtelli e Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 13h19
Atualizado 23 de janeiro de 2019 | 00h25

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Após participarem de reunião no Ministério da Agricultura, diretores da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmaram que a Arábia Saudita descredenciou 33 unidades habilitadas a exportar carne de frango para o país, de um total de 58. No entanto, dentre as descredenciadas, apenas cinco realizavam o embarque efetivo de produtos. Elas representam, no entanto, 30% do volume que atualmente é vendido para o país.

"Atualmente, 58 plantas são habilitadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro a exportar, mas somente 30 estavam embarcando produtos efetivamente. (Entre as 30) a Arábia Saudita mantém a autorização de exportação de 25 plantas", explica a ABPA em nota. 

A entidade reafirmou que as empresas autorizadas constam de uma lista divulgada pelas autoridades sauditas e inclui unidades da JBF e BRF. "As razões informadas para a não-autorização das demais plantas habilitadas decorr em de critérios técnicos e, portanto, planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações", diz a associação em nota. A lista foi enviada pelas autoridades da Arábia Saudita ontem à noite ao governo brasileiro.

A ABPA afirma estar em contato com o governo brasileiro para que sejam resolvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas. "Além disto, as plantas que hoje não estão habilitadas contarão com o apoio do Ministério para obter a autorização para exportar a este mercado", enfatizou a associação.

A reunião desta terça-feira estava agendada e fazia parte de encontros periódicos, mas ganhou importância e o tema dominante foi a decisão da Arábia Saudita. Estiveram presentes ao encontro o secretário de Defesa Agropecuária José Guilherme Leal e o embaixador Orlando leite. A ABPA deve ter mais uma agenda no ministério, ainda esta tarde. Desta vez, o encontro será com a ministra Teresa Cristina.

O vice-presidente e diretor técnico da ABPA, Rui Vargas, disse que o documento enviado pela Arábia Saudita não revela os motivos do descredenciamento. Em sua avaliação, a decisão não estaria associada a questões envolvendo uma eventual mudança da embaixada do Brasil em Israel. Para Turra, esse é um movimento de proteção do mercado doméstico já que a Arábia Saudita vem incrementando a produção local de frangos.

O Estadão/Broadcast apurou que a medida, até o momento, não abrange a carne bovina.

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