Arábia Saudita diz que há reservas de petróleo de sobra

A Arábia Saudita garantiu hoje que o mundo não tem que se preocupar com o nível das reservas de petróleo, mas com os "gargalos" da indústria que limitam a chegada do produto ao consumidor final. "O problema que enfrentamos não é a disponibilidade, mas a distribuição", afirmou o ministro do Petróleo e de Recursos Minerais da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, durante uma conferência internacional do setor petroleiro que acontece em Johanesburgo, na África do Sul."A indústria petrolífera enfrenta restrições de infra-estrutura e gargalos que estão gerando oscilações no mercado e restringindo a disponibilidade para que o petróleo chegue das jazidas ao consumidor", disse. A Arábia Saudita é o maior produtor e exportador de petróleo no mundo. No fechamento de agosto, o país produziu 9,52 milhões de barris diários, um terço do total das nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).Com reservas comprovadas de 264 bilhões de barris, Ali al-Naimi anunciou que, graças aos novos avanços tecnológicos, os estoques poderão aumentar 75% em breve, com 200 bilhões de barris adicionais. "Há grandes áreas do Reino da Arábia Saudita que não foram exploradas. Isto nos permite dizer com confiança que as reservas comprovadas de petróleo na Arábia Saudita aumentarão significativamente nos anos e nas décadas seguintes", acrescentou o ministro.O alto funcionário discursou no Congresso do Conselho Mundial do Petróleo (WPC, em sua sigla em inglês), criado em 1933 em Londres e do qual 62 países fazem parte, tanto produtores quanto consumidores. O congresso é realizado a cada três anos. Em 2002, aconteceu no Rio de Janeiro e, em 2008, será em Madri.Momentos turbulentosAl-Naimi reconheceu que o mercado mundial de petróleo atravessa "momentos turbulentos" porque os preços sofrem a pressão de "uma demanda crescente e um investimento insuficiente", entre outras razões, às quais se unem desastres naturais como os furacões nos Estados Unidos. O ministro rejeitou as mensagens pessimistas dos que querem demonstrar que o mundo está alcançando um teto quanto à produção de petróleo.

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