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Arce nega que empréstimo à Cesp facilite federalização

O financiamento de R$ 1,2 bilhão obtido pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na última sexta-feira não traz risco de "federalização" da empresa, garantiu o secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do governo do Estado de São Paulo, Mauro Arce.Segundo o secretário, o contrato prevê que no prazo de um ano o governo do Estado aumente sua participação ou pelo menos faça um aumento de capital de R$ 120 milhões. "Se os acionistas minoritários, como a banco estatal Nossa Caixa e o Banespa, que tem 20%, não participarem, o que vai acontecer é um aumento da participação do próprio governo do Estado", afirmou.O financiamento servirá para pagar os juros da dívida da estatal, que atualmente é da ordem de US$ 3,5 bilhões. "A parcela de amortização é muito pequena. O valor maior é para cobrir serviços da dívida, ou seja, juros", afirmou Arce.ExplicaçõesO secretário disse que o financiamento não se enquadra no programa de capitalização das empresas do setor elétrico, mantido pelo BNDES, uma vez que as estatais estão fora do nicho beneficiado pela linha de crédito. Segundo Arce, o empréstimo, considerado especial, foi negociado não só com o BNDES, mas também com a Secretaria do Tesouro Nacional, com recursos fornecidos pelo Tesouro. "Teve um envolvimento grande do Ministério da Fazenda", afirmou.O secretário explicou que o financiamento tem prazo de carência de um ano e seu pagamento será realizado em vinte parcelas trimestrais, com prazo total de cinco anos. O contrato, que tem contragarantia do Tesouro do Estado de São Paulo à União, terá como remuneração a taxa Selic, mais juros de 2% ao ano. Arce ressaltou ainda, que a maior parcela do endividamento da companhia tem vencimento no longo prazo, entre 2019 e 2023.

Agencia Estado,

19 de abril de 2004 | 12h37

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