Arcelor está "satisfeita" com mudanças que Mittal fez em oferta

O conselho de administração da multinacional européia Arcelor ressaltou nesta segunda-feira que está "satisfeito" com o acordo sobre a oferta pública de aquisição feita pela anglo-indiana Mittal Steel e destacou que a proposta responde aos interesses do grupo e dos acionistas.Em entrevista coletiva junto ao presidente da Mittal Steel, Lashkmi Mittal, o presidente do Conselho de Administração da Arcelor, Joseph Kinsch, fez a afirmação pois considerou que seus argumentos foram respeitados e a Mittal revisou a oferta, "com alterações substanciais em todos os âmbitos".Kinsch afirmou que os modelos industrial e de gestão da nova companhia (chamada Arcelor Mittal) estarão baseados nos da Arcelor, algo que era uma "prioridade" para a direção do grupo europeu.O presidente do conselho de administração informou que a última oferta da Mittal representa "um aumento de quase 50% em relação a sua oferta inicial (de 27 de janeiro) e um modelo industrial e uma gestão que são os da Arcelor", cuja prioridade é "a geração de valor, mais que o volume de produção".A nova oferta avalia a Arcelor em 25,4 bilhões de euros, frente aos 17,1 bilhões propostos na oferta de janeiro.Kinsch assegurou que a nova oferta da Mittal Steel "responde a todas as condições" que a Arcelor tinha fixado e considerou que o resultado da operação "é a melhor demonstração de que as objeções do conselho tinham fundamento".Como resultado da fusão, os atuais acionistas da Arcelor e da Mittal Steel controlarão respectivamente 50,6% e 49,4% do grupo Arcelor Mittal.BrasilKinsch afirmou que a Arcelor mostrou, desde sua criação, interesse em outras empresas do mesmo perfil e com o mesmo modelo de desenvolvimento, o que motivou "a chegada da Arcelor ao Brasil", um país que "conta com líderes tanto em produtos longos, como planos, e em aço inoxidável". A Arcelor Brasil é formada pela Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), a Vega do Sul e a Belgo Siderurgia (antiga Belgo Mineira), que por sua vez controla 72% do capital da argentina Acindar.

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