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ArcelorMittal e Bekaert concluem acordo de troca de ativos na A. Latina

A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, e o Bekaert Group anunciaram nesta quarta-feira conclusão de plano para troca de participações em vários ativos no segmento de arames e trefilados no Brasil, Costa Rica e Equador, como parte de uma expansão na parceria dos grupos que já dura quatro décadas na América Latina.

ALBERTO ALERIGI JR. E GUILLERMO PARRA-BERNAL, Reuters

30 de abril de 2014 | 17h36

Sob o acordo, a ArcelorMittal vai transferir para a empresa belga sua participação de 55 por cento em uma fábrica de cabos em São Paulo, a Bekaert Cimaf Cabos Ltda, continuando a fornecer arames para cabos produzidos pela empresa.

Além disso, a ArcelorMittal ingressará no segmento de trefilaria no Equador, assumindo participação de 27 por cento na Ideal Alambrec, controlada pela Bekaert, disse à Reuters Augusto Espeschit de Almeida, presidente-executivo da Belgo Bekaert Arames (BBA), a parceria mantida pelas empresas no Brasil.

Na Costa Rica, ambas as empresas concordaram em dividir uma nova fábrica de produtos trefilados, com a Bekaert ficando com 73 por cento de participação e a ArcelorMittal com o restante. A gigante siderúrgica fornecerá para as operações costa-riquenhas fio-máquina produzido inicialmente em Minas Gerais e depois por unidade em Trinidad & Tobago.

A construção da nova fábrica de trefilados na Costa Rica envolve investimentos de cerca de 20 milhões de dólares e a unidade deve iniciar operação no fim de agosto deste ano, disse Almeida.

O acordo de troca de ativos não envolve desembolso de caixa. O plano permitirá às empresas atingirem mais clientes nas Américas do Sul e Central, especialmente em mercados como construção, mineração e agricultura.

BRASIL

A expectativa da BBA para o Brasil este ano é de uma performance parecida com a de 2013, diante da fraca demanda do setor industrial, um de seus principais clientes. O setor inclui fabricantes de veículos, que atravessam período de cortes de produção e anúncios de afastamento de pessoal de fábricas.

Segundo Almeida, a BBA produziu 700 mil toneladas de trefilados no Brasil em 2013 e programou para este ano produção de 750 mil. Porém, o ritmo atual está em cerca de 730 mil toneladas.

"Está abaixo do esperado (...) a situação é incerta, mas não dá para dizer passados quatro meses que a perspectiva para o ano é negativa", disse o executivo. Ele afirmou que a companhia observa as negociações do setor automotivo com o governo para retomada da produção e das exportações.

O executivo comentou que o setor automotivo responde por cerca de 60 por cento do mercado de trefilaria no Brasil e que a BBA tem participação de 47 por cento desse mercado.

Porém, ele afirmou que a perspectiva para médio a longo prazos é mais positiva, diante da demanda por infraestrutura, moradia e de expectativas de retomada na procura interna por veículos, além das fortes safras agrícolas do país.

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