ArcelorMittal Tubarão inaugura maior planta de dessalinização do País
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ArcelorMittal Tubarão inaugura maior planta de dessalinização do País

Ao utilizar a água proveniente do mar, a empresa poderá evitar a captação no rio de um volume suficiente para abastecer 80 mil pessoas

ArcelorMittal, Estadão Blue Studio
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15 de setembro de 2021 | 08h00

A ArcelorMittal Tubarão, sediada em Serra (ES), inaugurou em 14 de setembro a maior planta de dessalinização de água do mar para fins industriais do País. Com capacidade para processar 500 m3 por hora, a iniciativa é uma importante contribuição para a segurança hídrica do Espírito Santo, já que esse volume – suficiente para abastecer 80 mil pessoas – poderá deixar de ser retirado do rio Santa Maria da Vitória.

De toda a água utilizada na ArcelorMittal Tubarão, 96% já é proveniente do mar e direcionada a aplicações que não necessitam de dessalinização, especialmente a refrigeração dos equipamentos de produção do aço e a produção de energia pela cogeração dos gases gerados no próprio processo. Outros processos industriais, no entanto, precisam de água doce – e é para essas necessidades que a nova planta vai fornecer água.

A infraestrutura já existente para captação e devolução da água do mar foi importante para viabilizar o novo projeto. Por meio desse canal, a salmoura resultante do processo de dessalinização será devolvida ao mar, sem impactos ambientais significativos. “A diferença na salinidade da água decorrente do processo será mínima, menor do que as variações registradas naturalmente entre as estações do ano”, explica o gerente-geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão, João Bosco Reis da Silva.

Além da contribuição à sustentabilidade e à segurança hídrica da comunidade, a nova planta aumenta a autonomia da empresa para enfrentar possíveis cenários de escassez de água doce. “O processo siderúrgico precisa de estabilidade operacional. Não são equipamentos que podem ser simplesmente desligados e religados”, descreve o executivo.

Gestão hídrica

Construída em área de 6 mil m2, a nova planta é resultado de investimentos de R$ 50 milhões, incluindo dois anos de estudos, análise de possíveis fornecedores e visitas técnicas. Optou-se pelo uso de tecnologia israelense – país líder em dessalinização – e parceria com uma empresa norte-americana para a construção da planta.

A tecnologia de osmose reversa, utilizada no processo, não é recente. “Já é aplicada há muito tempo na água salobra do sertão nordestino”, observa o professor Valmir Pedrosa, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), especialista em recursos hídricos. As grandes virtudes do projeto da ArcelorMittal Tubarão, ressalta ele, são a viabilização desse processo em águas com teor muito maior de sal e o uso em larga escala. Considerando o nível de inovação e tecnologia da nova planta, a empresa tem a intenção de transformá-la em um laboratório para pesquisas acadêmicas.

Duas das maiores dificuldades dos projetos de dessalinização são a disponibilidade e o custo da energia necessária. No caso da ArcelorMittal Tubarão, há a vantagem de que a unidade é autossuficiente em energia, graças à recuperação de calor dos processos e à cogeração de gases. A nova planta consumirá apenas 1% da energia produzida pela unidade.

Em outra iniciativa relevante de seu projeto de gestão hídrica, a ArcelorMittal assinou, também em setembro, um Termo de Compromisso com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). O acordo prevê a compra mensal, para fins industriais, de 540 m3/h de água de reúso de esgoto sanitário.

Com duração inicial de 25 anos, o contrato – primeiro do gênero a ser firmado no Espírito Santo – reduz ainda mais a demanda da usina por água do Rio Santa Maria da Vitória. Completando o pacote de ações para fortalecer a segurança hídrica de toda a região, a empresa tem se associado a parceiros para atuar em projetos de reflorestamento e recuperação de nascentes, de forma a aumentar a produção de água do Rio.

Antes das duas novas iniciativas, a empresa captava 1.840 m3 por hora do rio Santa Maria da Vitória. Agora, esse número vai cair para 800 m3, volume quase totalmente voltado ao consumo das 10 mil pessoas que circulam pela unidade, entre empregados próprios e terceirizados. Mesmo essa parte poderá ser suprida no futuro pela dessalinização em um cenário extremo, cuja estrutura modular prevê a possível extensão da metodologia para a produção de água potável.

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