ArcelorMittal vai duplicar usina em MG

Siderúrgica em João Monlevade, no interior de Minas Gerais, terá[br]investimento de cerca de US$ 1 bi para dobrar de tamanho em 27 meses

Ivana Moreira, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

O reaquecimento do mercado de aços fará mais um grande projeto siderúrgico sair da gaveta. A ArcelorMittal anuncia hoje a duplicação de uma de suas fábricas no Brasil, a usina de aços longos de João Monlevade, no interior de Minas Gerais. O aporte será de cerca de US$ 1 bilhão e faz parte de um plano mais amplo para o País, de até US$ 5 bilhões, nos próximos três anos.

A duplicação da usina de João Monlevade é um projeto antigo, que vinha sendo arquitetado desde antes de Mittal e Arcelor se fundirem. A aprovação do investimento ocorreu em 2007, mas o projeto acabou não saindo do papel em decorrência da crise financeira que comprometeu a demanda de aço mundial no fim de 2008. O projeto aprovado na ocasião previa um investimento total de US$ 1,2 bilhão.

Com a expansão, a usina de João Monlevade atingirá uma capacidade instalada de produção de 2,4 milhões de toneladas. O prazo para execução das obras foi estimado em 27 meses. A duplicação da fábrica aumentará em 33% o número de empregos gerados pela companhia. Os empregos diretos, segundo a empresa, devem passar dos atuais 1,2 mil para 1,6 mil.

Capacidade. O projeto de duplicação - oficialmente apresentado ao governo de Minas em março - prevê a construção de um novo forno para produção de ferro-gusa com capacidade de 1,5 milhão de toneladas por ano e também de uma nova planta de sinterização, que elevará a capacidade de produção das atuais 1,7 milhão de toneladas para 5,7 milhões de toneladas por ano.

O plano inclui ainda a instalação de um novo laminador para a produção de fio-máquina, o que ampliará a capacidade de produção de 850 mil toneladas para 2 milhões de toneladas por ano.

Segundo fontes ligadas à direção da companhia, o projeto aprovado em 2007 passou por revisões. Algumas obras previstas anteriormente passaram por nova análise, considerando-se a realidade atual do mercado mundial de aços. No anúncio que fará hoje pela manhã, em entrevista coletiva, a direção da ArcelorMittal deverá detalhar o projeto e explicar as mudanças.

A perspectiva de aumento da produção na usina de João Monlevade foi um dos motivos que levaram o grupo a anunciar, recentemente, a expansão da extração de minério de ferro da Mina de Andrade, que pertence a ArcelorMittal e foi arrendada à Vale. A mina abastece a planta siderúrgica do Quadrilátero Ferrífero.

Os recursos para execução das obras em João Monlevade começaram a ser aplicados neste ano. Pelo menos duas outras plantas brasileiras devem receber aportes importantes nos próximos três anos: a siderúrgica Vega do Sul (SC) e a fábrica de semiacabados de Tubarão (ES).

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