Área de novos negócios da Tetra Pak participa do projeto

Empresa foi responsável por estudos sobre o potencial de mercado e tem interesse em atuar como prestador de serviço

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2013 | 02h07

Em busca de sócios e de investidores na nova empresa, a Citrus BR entrou em contado com empresas de alimento e de bebidas e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ainda não obteve retorno. No entanto, arregimentou um parceiro entusiasmado, a empresa de embalagens Tetra Pak, que está interessada em embalar o suco de laranja. "Muita gente pensa que somos apenas uma empresa que fabrica caixinhas", diz Eduardo Eisler, vice-presidente de Estratégia de Negócios da Tetra Pak no Brasil. "Também temos máquinas de envase, que fazem parte da cadeia, além de serviços de análise de mercado."

A área de desenvolvimento de novos negócios da Tetra foi responsável pelos estudos do potencial de consumo de suco de laranja 100% natural no mercado interno e concluiu que há um enorme espaço para a segmentação nos produtos associados ao suco de laranja. "O Brasil é o maior produtor de laranja do mundo, tem as maiores indústrias do setor e há espaço no mercado para o lançamento de novos sabores", diz Eisler. "Um exemplo: o Chile, um importante produtor de uvas, conseguiu desenvolver bons vinhos e segmentar o mercado - podemos fazer o mesmo com o suco de laranja no Brasil." A Tetra tem interesse em participar do negócio como um dos principais prestadores de serviço, fornecendo as embalagens e envasando o suco. As projeções indicam que o suco tipo exportação pode multiplicar por quase dez o consumo de suco de laranja no Brasil e levá-lo a quase 1 bilhão de litros em 2020. Hoje o suco industrializado é uma fração do mercado - pouco mais de 100 milhões de litros. Os brasileiros têm por hábito beber o suco feito na hora, quer seja em casa, quer seja nas padarias, restaurantes e lanchonetes.

Oportunidades. A área de desenvolvimento de novos negócios foi pensada no final dos anos 90 para ajudar na expansão da Tetra. Seu ponto de apoio é um extenso banco de dados sobre hábitos de consumo. "A empresa percebeu que ficaria presa ao leite se não buscasse oportunidades e, por isso, passou a ajudar empresas a lançar produtos que pudessem usar nossas embalagens." Nos últimos 20 anos, mais de 160 produtos foram adaptados para as caixinhas da Tetra. Na América Latina, a área de novos negócios tem cerca de 70 pessoas, e quase metade delas está na unidade brasileira - considerada especialmente criativa. Achocolatado, leite condensado, geleia de mocotó, polpa de tomate, maionese e água de coco são produtos desenvolvidos no Brasil que só depois chegaram a outros países. Agora, a Tetra no Brasil prepara o lançamento do feijão temperado.

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