Área econômica do governo terá semana cheia

A agenda da próxima semana promete dias de intenso trabalho na área econômica do governo. O Banco Central (BC) e o Tesouro Nacional divulgarão uma série de relatórios, entre eles a tão esperada ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que trará os detalhes da decisão inesperada do Comitê de reduzir de 18,5% para 18% ao ano a meta da taxa Selic. Além disso, a agenda prevê os encontros do presidente do BC, Armínio Fraga, e do ministro da Fazenda, Pedro Malan, com a vice-diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger. Na segunda-feira, Krueger, que visita o País pela primeira vez, terá uma reunião com Fraga na sede do BC no Rio, a partir das 15 horas. A visita de Krueger é acompanhada com bastante atenção pelo mercado financeiro, uma vez que boa parte dos investidores acredita que os encontros com representantes do governo brasileiro poderiam indicar a possibilidade de uma prorrogação do atual acordo entre Brasil e o FMI. Oficialmente, o governo brasileiro tem negado qualquer tipo de negociação com o Fundo para estabelecer uma prorrogação ou um novo acordo, que funcionaria como suporte para a transição de governo, no final do ano. Na terça-feira, será a vez de o ministro Malan ter um encontro com a número dois do FMI. No mesmo dia, Krueger será recebida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O Banco Central divulgará, também na terça-feira, a partir das 11 horas, o resultado das contas externas brasileiras de junho. O déficit em transações correntes acumulado de janeiro a maio é de US$ 7,041 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos, por sua vez, somam US$ 8,089 bilhões neste período. Na quarta-feira (24), Krueger participará, em São Paulo, do Encontro Latino-Americano da Sociedade Econométrica, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em Brasília, o BC divulgará a partir das 11 horas, os relatórios sobre o comportamento da base monetária e dos juros e spreads (diferença entre juros em uma negociação) bancários no mês passado. A partir das 13h30, será a vez de o mercado conhecer a ata da reunião do Copom. À tarde, o Tesouro divulgará o resultado de junho das contas do Governo Central (Tesouro, BC e INSS). Esses números já serão uma prévia do que será divulgado pelo BC na quinta-feira (25), quando será conhecido o resultado de junho do setor público consolidado, que engloba além do chamado Governo Central, as contas dos governos estaduais e municipais e de todas as empresas estatais. De janeiro a maio, o setor público consolidado conseguiu acumular um superávit primário em su as contas de R$ 23,498 bilhões, o equivalente a 4,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Para quinta-feira, está prevista também a reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Agencia Estado,

20 de julho de 2002 | 02h14

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.