Área na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de Tupi

Segundo diretor-geral da ANP, campo conhecido como 'Pão de Açúcar' pode tornar-se o 3º maior do mundo

Kelly Lima, da Agência Estado,

14 de abril de 2008 | 12h53

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a área chamada "Pão de Açúcar" localizada na Bacia de Santos, pode acumular até cinco vezes o volume de petróleo encontrado pela Petrobras em Tupi. Segundo ele, informações preliminares das empresas concessionárias que estão operando na área indicam que este volume poderia chegar até 33 bilhões de barris de óleo recuperáveis.  Veja também: Petrobras dispara com notícia sobre descoberta. É hora de comprar?Acompanhe online a cotação das ações da PetrobrasDescoberta de Tupi aumenta reservas de petróleo e gás do País em 50%A história e os números da PetrobrasA maior jazida de petróleo do PaísA exploração de petróleo no Brasil "Se isso for confirmado, será a maior descoberta já feita no mundo", disse o diretor em apresentação no IV Seminário de Petróleo e Gás no Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O campo "poderá se transformar no terceiro maior de produção de petróleo no mundo." Em sua apresentação, Lima identificou a área de "Pão de Açúcar" como sendo localizada apenas no bloco BM-S-9. A operadora desse bloco é a Petrobras com 45% de participação, em parceria com a BG (30%); e a Repsol (25%).  Porém, segundo analistas de mercado, a área, também conhecida como "Carioca" se estenderia também pelos blocos BM-S-8, BM-S-21, e BM-S-22. Destes, apenas o último não é operado pela Petrobras, e sim pela Exxon. O volume estimado no novo campo (33 bilhões de barris de óleo recuperáveis), supera em muito a reserva no campo de Tupi - entre cinco bilhões e oito bilhões de barris. Atualmente, as reservas de petróleo e gás da Petrobras somam 11,704 bilhões de barris.  Esse é o nono poço bem-sucedido na Bacia de Santos, que vem sendo encarada como a principal província petrolífera mundial encontrada nos últimos anos. Em apenas quatro poços foram feitos testes de produção. Os primeiros indícios de hidrocarbonetos localizados nessa área foram informados à ANP em agosto do ano passado, mas sem a revelação do volume identificado no local. As assessorias de comunicação da Petrobras, da BG e da Repsol - parceiras da estatal na exploração do campo - informaram que as empresas não comentarão as informações do diretor da ANP.  O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também não quis comentar o assunto.

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