Área possui convento onde São Frei Galvão foi noviço

Ruínas do Convento de São Boaventura, que funcionou do século 12 ao século 19, serão preservadas

, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

As ruínas do Convento de São Boaventura, que funcionou do século 12 ao século 19, são tidas como uma das mais belas do Brasil e revelam um passado portentoso da região. Também conhecidas como "ruínas do convento de Macacu", a construção foi tombada pelo patrimônio histórico.Situado no entorno da área do complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o convento franciscano funcionou onde existiu, no século 18 a antiga Vila de Santo Antônio de Sá. Tem perfil arquitetônico semelhante ao do Convento de Santo Antônio, no Centro do Rio. A Vila e o convento foram abandonados depois que uma epidemia dizimou a população. Após virarem propriedade de frades beneditinos, as terras onde estão as ruínas foram vendidas a diversos proprietários.Paralelamente às obras de terraplenagem do Comperj, a Petrobrás promoveu também o reforço estrutural das ruínas, para evitar que a construção tombe, literalmente. A ideia é preservar o local como uma atração turística.Todo o solo em volta está passando por sondagens especiais para a verificação de dados históricos que permitam reconstituir virtualmente a Vila de Santo Antônio. Universitários trabalham na formação de um arquivo de documentação histórica da área. Foram encontradas nas cercanias sítios arqueológicos, como um cemitério de índios.No convento, foi noviço o frei Galvão, recentemente canonizado como o primeiro santo brasileiro. Os estagiários que trabalham no Comperj estão remontando a história da região, que há dois séculos contou com um dos principais portos do Rio, o Porto das Caixas, que recebeu esse nome por causa das caixas de madeira e couro onde eram transportadas as mercadorias, numa espécie de antecessor dos contêineres.A área do Comperj vai abrigar, também, uma área de preservação ambiental, um corredor ecológico e um arco metropolitano.

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