Área seca aumenta nos EUA e frustra produtores

Mais de 65 por cento da área continental dos Estados Unidos estavam sob uma seca pelo menos "moderada" em 25 de setembro, uma leve alta ante os 64,82 por cento na semana anterior, de acordo com o Monitor da Seca, uma compilação semanal de dados levantados por cientistas federais e acadêmicos.

Reuters

27 de setembro de 2012 | 16h51

A porção dos EUA sob estresse hídrico "excepcional" --a pior classificação-- subiu para 6,12 por cento, em comparação com 5,96 por cento há uma semana.

As condições estão, em sua maioria, severas na Planícies Altas do país, com níveis severos ou piores atingido 83,80 por cento da região, uma alta ante 82,81 por cento na semana anterior, de acordo com informações reunidas pelos especialistas divulgadas nesta quinta-feira.

Mais de 24 por cento da região, que inclui Nebraska, Kansas e Colorado, estava no pior nível de seca, apelidada de "excepcional".

No Kansas, importante região produtora onde os fazendeiros estão atualmente tentando plantar a nova safra de trigo de inverno, 88 por cento do estado está em seca extrema, e 51,04 por cento foi considerado sob seca excepcional.

Mais de 95 por cento de Oklahoma está sob seca extrema, e mais de 50 por cento do Texas se encontra em seca severa ou em níveis piores, de acordo com as informações.

No oeste do Texas, na cidade de San Angelo, os produtores estão implementando medidas de "seca nível 3" para conservação da água, após anúncio das autoridades da cidade de que havia água o suficiente para abastecer a cidade por apenas mais 12 meses.

O Departamento de Comércio afirmou nesta quinta-feira que a seca contribuiu para o lento aumento, de apenas 1,3 por cento, dos ganhos do PIB, ritmo mais lento desde o terceiro trimestre de 2011. Os estoques de produtores caíram 5,3 bilhões de dólares no segundo trimestre, após cair 1 bilhão nos primeiros três meses do ano, afirmou o departamento.

(Reportagem de Carey Gillam em Kansas City)

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