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Argentina adota esta semana medidas para atender o FMI

A partir desta semana, o governo começará a implementar uma série de medidas políticas e econômicas que atenda às condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional com vistas à futura viagem que equipe econômica deverá fazer à Washington para avançar no acordo de ajuda à Argentina. Dentre as exigências feitas pelo auditor Anoop Singh destacam-se a eliminação das exceções fiscais e a criação de um novo imposto para as empresas que pesificaram suas dívidas em dólares. Conforme o estudo sobre a criação deste imposto, que seria pago somente um vez, a alíquota deverá ser da ordem de 5% ou 6% sobre o valor da dívida acima de U$S 1 milhão, como quer o governo, ou de US$ 3 milhões, como defendem alguns deputados. Segundo as estimativas iniciais, o imposto renderá US$ 1,5 bilhão para as arcas do Tesouro. O governo terá que eliminar todos os planos de competitividade, exceções ao IVA e Imposto de Renda, adotados por Domingo Cavallo, ex-ministro de Economia, para reforçar a arrecadação fiscal. O ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, terá ainda que encontrar fómulas para quantificar a redução de 60% do gasto público das províncias e fazer com esta redução seja cumprida. Serão proibidas novas dívidas e emissões de bônus das provínicias, salvo se forem aprovadas pelo Banco Central. Por último, será mudada a lei de falências e eliminada a lei utilizada pela justiça para investigar banqueiros, considerada "ultrapassada e uma herança do regime militar".Anoop Singh coloca estas medidas como condição imprescindível para abrir o caminho do acordo, nos próximos 15 dias, tempo que a diretoria do FMI levará para examinar o relatório da missão que esteve na Argentina durante as duas últimas semanas. Será testado o poder de fogo político de Eduardo Duhalde para tomar e adotar, rapidamente, as decisões necessárias. O governo entende que o FMI considera necessário, primeiro, ver as decisões concretas e cumprimento das mesmas para mudar a imagem negativa sobre a Argentina, e depois, conceder a ajuda.O presidente Eduardo Duhalde, por sua vez, apostará em sua viagem ao México, onde terá um encontro com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Köhler, que poderá ser decisivo para confirmar a ajuda à Argentina. Duhalde viajará hoje para Monterrey, cidade que abrigará até a próxima sexta-feira a Conferência Mundial sobre Financiamento para o Desenvolvimento, da Organização das Nações Unidas (ONU). Será a primeira viagem, ao exterior, de Eduardo Duhalde como presidente . Ele se reunirá também com o presidente mexicano, Vicente Fox, e com o titular do Banco Mundial, James Wolfensohn.Leia o especial

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