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Argentina adota mais barreiras aos importados

O ex-presidente Néstor Kirchner costumava afirmar que a Fiesp pretendia "arrasar" as empresas argentinas e "acabar com reindustrialização" do país. Paralelamente, aplicava uma saraivada de medidas protecionistas. Sua sucessora e mulher, a presidente Cristina Kirchner não aplica a mesma verborragia contra o Brasil. No entanto, discretamente, colocou em prática desde o início do ano medidas protecionistas contra produtos de todo o mundo, entre eles, do Brasil. As medidas argentinas que burocratizam a entrada de mercadorias brasileiras atingem 2.400 produtos. Elas abrangem licenças automáticas, valores critério ou preços de referência. Mas, segundo disse ao Estado o economista Maurício Claveri, da consultoria Abeceb, desse total, 161 produtos são os mais afetados, pois sofrem a aplicação de medidas não automáticas. Estes representam atualmente 4,4% das importações argentinas do Brasil.O último destes "controles", anunciado na segunda-feira no Diário Oficial, tem como alvo 50 tipos de tubos de aço e ferro provenientes de todo o mundo. As recente medidas atingiram também pneus, multiprocessadores de alimentos e tubos de ferro. A entrada de produtos de alumínio também será fiscalizada rigorosamente.A próxima medida, segundo informações extraoficiais, é a de licenças não automáticas para um conjunto de setores sensíveis, como o de máquinas agrícolas. Poderiam ser atingidas as exportações brasileiras de tratores e colheitadeiras. O presidente da União Industrial Argentina (UIA), Juan Carlos Lascurain, afirmou que a prioridade da política econômica deve ser "a manutenção da maior quantidade dos empregos possíveis". Segundo Lascurain, para conseguir realizar essa missão, "não devemos ignorar o que acontece no mundo...e especialmente em nosso maior sócio, o Brasil".

Ariel Palacios, O Estadao de S.Paulo

07 de fevereiro de 2009 | 00h00

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