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Argentina ameaça racionar gás para unidade da Petrobras

Tudo vai depender do entendimento entre Brasil e Argentina sobre o fornecimento de gás que vem da Bolívia

Tânia Monteiro e Marina Guimarães, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 13h18

A Petrobras na Argentina pode ter que enfrentar racionamento de combustível. Tudo vai depender do entendimento entre Brasil e Argentina sobre o fornecimento de gás que vem da Bolívia. Os argentinos insistem para que o Brasil forneça ao país parte do gás que importa da Bolívia. Contudo, o Brasil já sinalizou que não poderá atender o pedido, pois o País depende deste gás.  Veja também:Gás deve dominar pauta do 1º encontro de Lula e CristinaPaís precisa de cada molécula de gás da Bolívia, diz GabrielliGabrielli não acredita em ameaça argentina contra PetrobrasA guerra do gás   A presidente da Argentina Cristina Kirchner e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúnem-se nesta sexta-feira, mas uma decisão final deve sair apenas no sábado com a chegada do presidente da Bolívia, Evo Morales. O fato é que, caso o Brasil não aceite repassar parte do seu gás, a Argentina poderia rever o volume de gás utilizado pela Petrobras em suas petroquímicas no país - dando a entender que a empresaria sofreria racionamento do combustível. O assunto é polêmico. A Bolívia tem problemas para superar, nesse ano, seu teto de produção de 42 milhões de metros cúbicos diários de gás, vendidos com prioridade para o mercado brasileiro. São Paulo importa 31 milhões de metros cúbicos, enquanto que o consumo interno boliviano é de 6 milhões de metros cúbicos. Os 5 milhões restantes deveriam ser enviados para a Argentina, conforme reza o contrato assinado em julho de 2006 entre o ex-presidente Néstor Kirchner e Evo Morales. Mas, nos últimos meses, a Argentina tem reclamado que o volume que chega ao país tem variado entre 2,5 milhões a 4 milhões de metros cúbicos, insuficientes para atender sua demanda ou para cumprir o contrato previsto para 2008 de 7,7 milhões de metros cúbicos. A Bolívia propõe que o Brasil ceda à Argentina uma parte do gás que importa, mas o governo brasileiro e a Petrobras já afirmaram que isso não será possível.  Em entrevista na quinta-feira, o chanceler Celso Amorim demonstrou vontade de ajudar a Argentina, mas foi taxativo ao dizer que o Brasil "não pode cobrir um santo e descobrir outro". No mesmo dia, porém, uma fonte do Ministério do Planejamento na Argentina disse ao Estado que a Petrobras poderá reenviar à Argentina de 2 milhões a 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

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