Argentina anuncia empreendimento da Vale em Mendoza

A presidente Cristina Kirchner anunciou nesta quinta-feira à noite o início oficial do empreendimento da Vale do Rio Doce para a extração de potássio a 200 quilômetros da cidade de Malargüe, na província de Mendoza, no sopé da Cordilheira dos Andes. "A totalidade da produção, que será ao redor de 4,3 milhões de toneladas, estará totalmente destinado à agricultura. Além disso, servirá para equilibrar nosso saldo comercial com o Brasil", afirmou Cristina durante um discurso na Casa Rosada, o palácio presidencial.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 13h36

O investimento da Vale - segundo a presidente - implicará em um desembolso de 30 bilhões de pesos (US$ 6,56 bilhões) por parte da empresa brasileira, além de gerar 16.750 postos de trabalho ao longo dos próximos 40 anos.

"Para colocar essa quantia para um investimento de tal magnitude é preciso ter confiança no país", afirmou Cristina. "Eles (a Vale) não erraram! A Argentina continuará trabalhando incansavelmente em tudo o que for investimento produtivo", afirmou exultante.

"Este investimento terá um efeito dominó positivo sobre mais de 2.500 pequenas e médias empresas", segundo Cristina. A presidente sustentou que a Argentina se transformará no quinto produtor mundial e no terceiro maior exportador.

Segundo a presidente, "os membros do clube do desânimo" - forma com a qual denomina a oposição, economistas e meios de comunicação críticos do governo - "tinham dúvidas sobre este projeto" com o Brasil. Cristina destacou que "desde que assumiu (o ex-presidente Néstor) Kirchner, a relação com o Brasil deu um giro de 180 graus. Ambos países deixaram de encarar-se mutuamente como rivais".

Segundo a presidente argentina, desde 2003 "o Brasil e a Argentina encaram um ao outro como verdadeiros sócios estratégicos, para estimular o desenvolvimento da região e contribuir à economia global em momentos muito difíceis".

Em 2011 a Vale sofreu pressões de sindicatos da construção civil em Mendoza e pressões por parte dos governos de Mendoza e Neuquén. Mas, em julho passado já havia conseguido contornar os problemas.

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