Argentina apresenta novo plano para reestruturar dívida

O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna, anunciou nesta terça-feira a proposta final para a reestruturação da dívida que confirma a redução de 75% do valor presente da dívida e o pagamento dos juros vencidos desde a declaração do calote, em dezembro de 2001, até o dia 30 de junho de 2004.Ele informou que a redução da dívida em calote subirá para US$ 60,9 bilhões sobre o total de US$ 104 bilhões, que resulta da soma de capital mais os juros. Desta forma, Lavagna disse que os novos bônus que substituirão os títulos em calote serão emitidos por um valor nominal de US$ 38,5 bilhões. O ministro destacou que os juros que serão reconhecidos serão capitalizados em prazo e condições iguais ao resto dos bônus.Segundo ele, a reestruturação estará acompanhada de uma estratégia de crescimento da economia para garantir seu pagamento. "A única maneira de enfrentar esta realidade é através de políticas ou esquemas para criar valor, o que implica consolidar o crescimento da economia argentina", disse. Lavagna afirmou que o superávit primário será de 2,7% PIB em 2005 e se manterá em uma média de 2,2% enquanto for paga a dívida reestruturada.Segundo os cálculos utilizados pela equipe econômica para elaborar a oferta, classificada pelo ministro de ?absolutamente definitiva? para os credores, o crescimento da economia será de 3,9% para 2005, "e depois de 3%?. O ministro da Economia afirmou que, de acordo com o plano, a Argentina ?não prevê necessidade de financiamento externo até 2014?.

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