Argentina assina terça contrato para comprar gás da Bolívia

O presidente Néstor Kirchner tem reunião marcada com o presidente da Bolívia, Carlos Mesa, na próxima terça-feira, para formalizar o acordo de compra do gás boliviano para abastecer o mercado argentino. A informação foi confirmada pelo embaixador argentino na Bolívia, Horácio Macedo. Com a compra do gás natural da Bolívia, o governo argentino terá na mão mais uma alternativa para enfrentar a crise energética. Néstor Kirchner está preocupado com o impacto que a crise poderá provocar no crescimento econômico, estimado entre 6 e 8% nesse ano. De acordo com informações de uma alta fonte da Casa Rosada, o ministro de Economia, Roberto Lavagna, com quem Néstor Kirchner passou três horas reunidos ontem, teve que "tranquilizar" o presidente em relação ao assunto. Kirchner acabou sendo convencido de que, com os paliativos encontrados para superar a crise energética, a economia não sofrerá forte impacto. A importação de gás combustível e diesel da Venezuela, do gás natural da Bolívia e da energia elétrica do Brasil impedirá que haja um impacto negativo no crescimento da economia argentina em 2004. Essa é teoria do ministro de Economia e de alguns analistas privados. Porém, a grande dúvida fica por conta do que poderá ocorrer em 2005, caso não haja uma solução concreta para o problema energético no país.

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