Argentina desmente acordo isolado com México

O Secretário de Relações Econômicas Internacionais, Martín Redrado,declarou nesta quarta-feira que são erradas as informações que circularam nesta terça de que o governo argentino estaria negociando um acordo delivre comércio com o México.Segundo Redrado, a única negociação que a Argentina está fazendo com o México éatravés do Mercosul, pelo sistema de ?quatro mais um? (o quarteto de países queformam o bloco do Cone Sul e o México).Redrado criticou as versões surgidas na imprensa argentina, sem citar o jornal ÁmbitoFinanciero, que, nesta terça, publicou que a hipotética aproximação com o México era por prevenção, em função do que poderia ocorrer no Brasil depois das eleições presidenciais.Sob o título ?A Argentina começa a prevenir-se contra Lula?, o jornal afirmou que ?diante do provável triunfo de Lula no Brasil, a Argentina começou a dar passos para integrar-se ao NAFTA (acordo de livre comércio da América do Norte)?.O Ámbito Financiero é o jornal argentino mais favorável à concretização da Área deLivre Comércio das Américas (ALCA) e o principal crítico do Mercosul na mídia local.Redrado afirmou que, como ficou estipulado nas negociações dentro do Mercosul, assuntos como soluções de controvérsias e regras de origem serão feitas de forma conjunta. No entanto, estipulou-se que a área de bens seria discutida por país, individualmente.Redrado sustentou que é apenas esta a negociação que a Argentina está tendo atualmente, de forma individual com o México, e que coincidentemente, foi acelerada em seus prazos.Nos últimos meses, mergulhados em uma crise sem precedentes ? e com a indiferença dos Estados Unidos e da União Européia - os argentinos começaram a destacar cada vez mais a importância da aliança estratégica do país com o Brasil e oMercosul. Uma pesquisa da D?Alessio Irol divulgada nesta quarta-feira indicou que, para apopulação deste país, ?o Brasil transformou-se em um sócio muito valorizado?.Segundo 75% dos pesquisados, o Mercosul seria um instrumento fundamental para conseguir uma saída para a crise da Argentina. Somente 17% afirmam que a Argentina poderá sair da crise sozinha, enquanto 8% sustentam que isso ocorrerá somente com a ajuda dos países desenvolvidos.Do ponto de vista econômico, a pesquisa da D?Alessio Irol indicou que 54% dosentrevistados consideram que uma eventual vitória do candidato presidencial Luiz InácioLula da Silva no segundo turno das eleições teria efeitos positivos na economiaargentina. Somente 19% afirmam que essa hipotética vitória poderia prejudicar aArgentina.

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