Argentina determina cota para televisores brasileiros no país

Enquanto a salvaguarda em 2007 vigorou por 12 meses, em 2008, medida será aplicada somente durante 9 meses

Ariel Palacios, de O Estado de S. Paulo,

02 de janeiro de 2008 | 10h29

Os televisores fabricados na zona franca de Manaus continuarão sendo alvo de medidas de salvaguardas para entrar no mercado argentino. Na segunda-feira, 31, o Boletim Oficial (o diário oficial argentino) publicou a medida que determina que o governo manterá uma cota para o ingresso dos aparelhos provenientes de Manaus.  Mas, o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner deu um sinal de que as medidas contra os televisores brasileiros será mais breve do que nos anos anteriores. Enquanto que a salvaguarda em 2007 vigorou doze meses, de janeiro a dezembro, desta vez, em 2008, a medida será aplicada somente durante nove meses. Desta forma, concluirá em setembro deste ano. A expectativa é que esta será a última prorrogação da medida.  As primeiras restrições surgiram em 2004, quando o então governo do presidente Néstor Kirchner determinou a aplicação de tarifas alfandegárias para a entrada dos televisores Made in Manaus. Em 2005, a restrição adquiriu o formato de uma cota. Essa restrição, a pedido dos empresários argentinos do setor, foi prorrogada a cada ano.  Os empresários nativos alegavam que precisavam recuperar sua capacidade de produção. Segundo eles, as indústrias brasileiras estavam "depredando" o setor na Argentina. De acordo com as determinações do governo na ocasião, somente poderiam entrar no mercado argentino um volume de televisores equivalente a 10% do mercado local (cujo tamanho real sempre foi alvo de polêmica entre empresários brasileiros e argentinos). A cota a ser aplicada até setembro será de 175.244 unidades.

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