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Argentina deve começar a sair da recessão nos próximos meses

País teria registrado o seu ápice da crise no 2º trimestre do ano; produção industrial dá sinais de recuperação

Marina Guimarães, da Agência Estado,

17 de agosto de 2009 | 15h18

Lentamente, a economia argentina começa a emitir sinais de recuperação. Na avaliação dos analistas, o país teria registrado o seu ápice da crise no segundo trimestre do ano e, embora ainda exiba movimentos incipientes de recuperação da atividade, a previsão é de que comece a sair nos próximos meses da recessão iniciada no quarto trimestre do ano passado.

 

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Uma análise sobre o consumo varejista, realizada pela consultoria Estudio Broda, do economista Miguel Broda, mostra que, enquanto as vendas nos shopping centers caíram 5,1% no primeiro trimestre de 2009, comparada com o quarto trimestre de 2008, no segundo trimestre se recuperaram 6% em relação ao trimestre anterior. A tendência se repetiu nas vendas nos supermercados, com uma alta de 1% no segundo trimestre desse ano ante os primeiros três meses anteriores. No primeiro trimestre de 2009, comparado com o último de 2008, a variação foi nula.

 

No setor automobilístico, as vendas de veículos zero quilômetro caíram 15,5% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao quarto trimestre do ano passado, mas se recuperaram 11,3% em abril, maio e junho últimos, em relação a janeiro, fevereiro e março. No caso das vendas de automóveis usados, os números de julho foram alentadores para a indústria, já que subiram 8,8% em relação a junho, segundo dados da Câmara do Comércio Automotor.

 

A importação de bens de capital, um dos termômetros que medem o nível da produção, continua em baixa, mas há uma desaceleração de sua queda. A retração no primeiro trimestre foi de 25,5% (comparada com o trimestre anterior), enquanto que no segundo trimestre atingiu 'só' 3,8% (em relação ao primeiro trimestre).

 

Produção industrial dá sinais de recuperação 

A Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (FIEL) divulgou em seu panorama semanal que o Índice de Produção Industrial (IPI), elaborado por seus técnicos, mostrou uma melhora de 2,9% no segundo trimestre de 2009, comparado com o período anterior, quando tinha registrado uma retração de 2,4% em relação ao período imediatamente anterior.

 

Para o analista Orlando Ferreres, da consultoria homônima, a tendência no curto prazo é de uma recuperação, lenta, da produção industrial. Porém, ele alerta para as "incertezas existentes sobre a evolução dos investimentos, que colocam em dúvida as projeções positivas para médio e longo prazos". Segundo ele, a consolidação de um novo período de recuperação e crescimento da economia vai depender mais do cenário interno do que externo, destaca.

 

Os empresários da AEA (Associação de Empresas da Argentina) e da União Industrial da Argentina (UIA) já deixaram claro ao governo que as intervenções estatais no setor privado "afastam os investimentos". Também afirmam que a falta de transparência dos índices oficiais e a ausência de credibilidade do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), além da queda de braço que o governo trava com o setor agropecuário, contribuem para um clima negativo de negócios.

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