Argentina diferencia preços de combustíveis nas fronteiras

O governo argentino decidiu fixar preços diferenciados para a venda de combustíveis nas zonas fronteiriças com o Brasil, Uruguai, Chile e Bolívia, com o objetivo de buscar "equilíbrio" entre os preços argentinos e os praticados nos países vizinhos. A medida estabelece a instalação de bombas especiais para os veículos estrangeiros, conforme anunciou nesta segunda-feira o secretário de Energia, Daniel Cameron. Segundo ele, a decisão foi adotada por causa do crescimento das vendas de combustíveis na fronteira "que superam a média do país em 1,5 e 2% (120 mil metros cúbicos)"."Estamos tomando uma medida de simetria com os países fronteiriços, pela qual esses vizinhos que cruzam vão encontrar com preços parecidos aos que pagam em seus países de origem", afirmou Cameron. O secretário explicou que "os preços diferenciais de combustíveis que se estabelecerão nos postos de serviços serão para veículos com placas que não correspondam ao país". Após reunir-se com o presidente Néstor Kirchner e o ministro de Planejamento Federal, Julio De Vido, na Casa Rosada, Cameron confirmou que nas próximas horas firmará a resolução que colocará em vigor os preços diferenciados.Durante entrevista coletiva à imprensa, na Casa Rosada, Cameron argumentou que "nos primeiros seis meses do ano, foi observado que nestes lugares existe uma super venda de aproximadamente 120 mil metros cúbicos de diesel". Ele justificou que "os caminhões dos países vizinhos, que contam com tanques reserva de combustível, lhes permite ir às zonas normais e voltar ao país para abastecer com diesel mais barato". O secretário disse que esses motoristas vizinhos "não vão encontrar preços superfaturados, mas sim um bomba independente das demais, com preços similares aos que pagam em seu país de origem". Cameron afirmou que trata-se de um tipo de "comércio formiga", que prejudica o abastecimento interno do produto.

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