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Argentina diz que batalha sobre dívida pode ser resolvida se houver boa fé

País está à beira de segundo default em 12 anos, a menos que chegue a acordo com credores antes de 30 de julho

RICHARD LOUGH E ALEJANDRO LIFSCHITZ, REUTERS

25 de julho de 2014 | 12h09

A Argentina destacou nesta sexta-feira que é impossível cumprir a decisão do tribunal dos Estados Unidos determinando o pagamento total a investidores que processam o país, mas defendeu que ainda é possível chegar a um acordo que impeça que o país entre em default.

A Argentina está à beira de seu segundo default em 12 anos, a menos que chegue antes de 30 de julho a acordo com os credores que não aceitaram a reestruturação da dívida do país.

O juiz norte-americano Thomas Griesa determinou na terça-feira que autoridades argentinas se reúnam continuamente com os credores, que o governo chama de "abutres".

"Com a boa fé dos fundos abutres e uma atitude racional de Griesa, esse litígio pode ser resolvido", disse o chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich, a jornalistas.

Os fundos compraram títulos argentinos na baixa após o default do país em 2001 e rejeitaram os termos de acordos de reestruturação, aceitos por 92,4 por cento dos credores.

Griesa determinou em 2012 que a Argentina pague aos credores 1,33 bilhões de dólares mais juros, determinação que o país diz que não pode cumprir.

Autoridades argentinas e os credores da dívida não reestruturada devem se reunir com um mediador designado pelo tribunal, Daniel Pollack, em Nova York nesta sexta-feira.

Nesta manhã, o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, afirmou na abertura do Conselho de Administração do Banco del Sur que a determinação do juiz "é impossível de cumprir".

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