Augustin Marcarian/Reuters - 21/5/2020
Augustin Marcarian/Reuters - 21/5/2020

Argentina fecha acordo com credores para evitar calote

Prazo terminaria nesta terça-feira e foi estendido até o dia 24; a projeção é que o país tenha um recuo de 12% na atividade econômica em 2020, na sequência de dois anos de recessão

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 09h19

A Argentina e seus três principais grupos de credores privados chegaram a um acordo para a reestruturação de dívida que garantirá um "alívio significativo" ao país, segundo comunicado divulgado pelo Ministério de Economia na madrugada desta terça-feira, 4.

Pelo acordo, que envolve o Grupo Ad Hoc de Bonistas Argentinos, o Comitê de Credores da Argentina e o Grupo de Bonistas del Canje e outros detentores de dívida, o governo "ajustará algumas das datas de pagamento" dos novos bônus estabelecidas na oferta de troca anunciada em 6 de julho.

Para que o acordo se efetue e os detentores de bônus formalizem sua adesão, a Argentina estenderá o prazo para os credores aceitarem formalmente o novo acordo até 24 de agosto, na tentativa de reestruturar dívida no valor de cerca de US$ 66 bilhões. O prazo deveria expirar nesta terça-feira.

“Hoje, chegamos a um acordo que permitirá que membros dos grupos de credores e outros detentores apoiem a proposta de reestruturação da dívida da Argentina e concedam à Argentina um alívio significativo da dívida”, afirmou o ministério.

O país estava em um impasse com os credores — que incluíam fundos grandes como BlackRock e Ashmore — sobre a reforma da dívida antes do prazo desta terça. Após o anúncio do governo os investidores comemoravam.

“É bom que os detentores de títulos possam deixar isso para trás e bom para a Argentina, pois ela pode agora retornar a uma ficha limpa”, disse um detentor de bônus da Argentina não afiliado a nenhum grupo, que pediu para não ser identificado.

Sob o acordo, as datas de pagamento dos novos títulos serão 9 de janeiro e 9 de julho, em vez de 4 de março e 4 de setembro. Os novos títulos começarão a ser amortizados em janeiro de 2025 e vencerão em julho de 2029. / COM REUTERS

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