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Argentina diz que negociará com o FMI mesmo com calote

O ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, disse nesta terça-feira que as negociações com o FMI continuarão, mesmo depois de um eventual calote com os organismos financeiros internacionais. ?A negociação irá adiante, mesmo que seja em um contexto diferente?, disse. A Argentina está na contagem regressiva para este calote, já que no dia 14 deste mês, vence uma dívida de US$ 850 milhões com o Banco Mundial (Bird). O governo do presidente Eduardo Duhalde garante que não pretende utilizar as reservas do Banco Central para pagar estes vencimentos."Se o governo pagasse todos os vencimentos que tem nos próximos meses, até o dia 25 de maio, teríamos que esgotar 100% das reservas do BC. Isso seria insustentável?, disse o ministro. Lavagna reduziu o impacto que um eventual calote teria na situação econômica do país: ?vai depender da atitude das lideranças. Se ficarem histéricos e acharem que o mundo vai acabar, o efeito será negativo. Mas se for levado em conta como um dado da realidade, tudo continuará igual, embora em um contexto diferente?.Lavagna reuniu-se hoje com o presidente do Banco Inter-americano de Desenvolvimento (Bid), Enrique Iglesias. Oficialmente, a reunião foi realizada somente para a assinatura de um acordo entre o governo e o Bid, que forneceria à Argentina um crédito de US$ 200 milhões que seriam utilizados para a melhoria da infra-estrutura de transportes. Extra-oficialmente, o encontro teria sido para solicitar apoio ao Bid para que a Argentina consiga fechar um acordo com o FMI.Publicamente, Iglesias preferiu evitar o compromisso com o governo argentino. Perguntado sobre a possibilidade de continuar apoiando a Argentina no caso de um calote, Iglesias foi evasivo: ?vamos trabalhar sobre situações reais e não hipotéticas; vamos ver o que acontece?.Pouco antes da reunião com Iglesias, Lavagna havia recebido a nova carta de intenções para um acordo com o FMI. O rascunho da carta está sendo analisado por Lavagna e Duhalde. Lavagna disse que as condições técnicas para chegar a um acordo com o FMI existem na Argentina desde o começo de agosto.O ministro preferiu não comentar o conteúdo da carta de intenções, dizendo apenas que a nova versão possuía ?algumas coisas diferentes? daquelas que estavam na carta anterior. Segundo fontes, de um total de 60 pontos da carta enviada pelo Fundo, existiriam 34 com problemas de serem aceitos pelo governo Duhalde.O chanceler Carlos Ruckauf, que está na Europa para tentar obter apoio dos países do Grupo dos Sete, declarou que as exigências feitas pelo FMI são ?inaceitáveis?, entre elas, a alta dos impostos e os aumentos das tarifas dos serviços públicos. Ruckauf pediu o apoio do G-7 para que dêem uma ?definição política? sobre o acordo. O chanceler criticou o FMI, afirmando que o organismo não está modificando a postura em relação à Argentina.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 19h30

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