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Argentina é alvo de pilhagem internacional financeira, afirma Cristina Kirchner

Presidente argentina participa, em Brasília, da reunião de cúpula do grupo Brics em conjunto com os mandatários dos países da Unasul

Leonêncio Nossa, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 11h53

BRASÍLIA - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta quarta-feira, 16, que a Argentina é alvo de uma "pilhagem internacional em matéria financeira" e pediu auxílio da "Pátria Grande" latino-americana para impedir novos ataques contra outros países, em comentário à crise da dívida argentina com credores internacionais. 

"Acreditamos que devemos acabar com esse tipo de pilhagem internacional em matéria financeira, como hoje pretendem fazer contra Argentina e como vão querer fazer contra outros países do planeta", afirmou, em discurso improvisado na porta de um hotel presenciado pelo Estado. "Acreditamos numa Pátria Grande". 

A presidente argentina participa, em Brasília, da reunião de cúpula do grupo Brics em conjunto com os mandatários dos países da Unasul. Cristina faz gestões para conseguir entrar no Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Aos integrantes da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, Cristina comemorou a criação do banco do Brics e atacou organismos multilaterais. "Vão surgindo cada vez mais instituições que questionam exatamente esses funcionamento dos organismos multilaterais que, em vez de dar soluções, não fazem mais do que complicar a vida dos povos", disse. E afirmou que a reuniões dos chefes de Estado e de governo, em Brasília, terá desdobramentos relevantes. "Hoje vamos dar um passo muito importante. Ontem, também foi dado um passo importante aqui, no Brasil (com a criação do banco do Brics). Demos um passo importante nos países da Unasul quando criamos o Banco do Sul".

A presidente argentina agradeceu o apoio dos militantes. "Não esperava uma recepção tão calorosa dos jovens de Brasil. Quero agradecer por que sei que não é que vocês apoiam Cristina, mas as políticas que temos adotado na Argentina", disse. E convocou a juventude a participar do processo. "Por isso, é muito importante, sobretudo vocês, que são os jovens e ativos, que não podem permitir que comprometam as esperanças e os sonhos de um Brasil melhor, de uma América do Sul melhor e de um mundo melhor".

Aos gritos de "Argentina, povo amigo, o Brasil está contigo", Cristina Kirchner agradeceu o apoio em terras brasileiras. "Agradeço a presença de vocês e, além disso, a força, vamos seguir na militância pelo Brasil, pela América do Sul e por um mundo melhor".

Ao fim do discurso, Cristina Kirchner fez uma apelo pela paz no Oriente Médio. "Em um mundo atravessado pela violência, fazemos um chamamento pela paz, para que se pare a guerra no Oriente Médio e se acabe com a morte de tantos civis, de tantas crianças, por que a guerra é terrível", afirmou.

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