Argentina e Brasil terão estratégias comuns de negociação

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, chega hoje ao Rio de Janeiro, onde se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles assinarão um documento bilateral afirmando o desejo de coordenar políticas conjuntas frente aos organismos internacionais de crédito, segundo informou uma fonte da Casa Rosada. A fonte insiste em esclarecer que Brasil e Argentina não negociarão juntos. ?Pretendemos elaborar estratégias comuns de negociação com estes organismos, com mecanismos de consulta permanente para o intercâmbio de critérios entre ambos", disse. Tanto o Brasil quanto a Argentina terão negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) neste ano para definir suas pautas fiscais. Ambos querem incluir nessas negociações a proposta que vem sendo defendida pelo presidente Lula nas duas últimas semanas: a não inclusão dos gastos em infra-estrutura e área social nos cálculos das metas fiscais, o que ampliaria as condições de cumprimento do superávit. Desde que assumiu o governo em maio do ano passado, o presidente Néstor Kirchner vem batendo na tecla do conceito do documento "Cooperação para o crescimento com equidade", o qual propõe uma "mudança conceitual para redefinir os parâmetros de medição do superávit fiscal primário". Hoje à noite, Lula e Kirchner vão jantar juntos no Copacabana Palace Hotel, e amanhã assinarão o documento que confirma ainda que haverá um diplomata representante permanente de cada país nas respectivas chancelarias. Também decidiram ter dois consulados conjuntos, um em Hamburgo, outro em Boston; e estabelecerão um cronograma para o lançamento da primeira missão espacial conjunta. Como medida mais institucional, Lula e Kirchner fixarão a data de 30 de novembro, como o Dia da Amizade entre a Argentina e o Brasil. Em 1985, nesse dia, os ex-presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney, assinaram a Declaração de Iguaçu, dando início ao processo de integração.

Agencia Estado,

15 Março 2004 | 11h28

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