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Argentina e EUA agitam mercados

O mercado continua monitorando o noticiário argentino, reagindo a cada fato novo. Pela manhã, a teleconferência do ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo e do secretário de Finanças, Daniel Marx, decepcionou os investidores. Esperavam-se detalhes da renegociação em curso da dívida de curto prazo do país com bancos privados, o que ainda não foi anunciado. O mercado aguarda para logo a divulgação dos termos do acordo, possivelmente até hoje depois do fechamento dos mercados. Se a reestruturação da dívida ficar dentro das expectativas, pode começar a recuperação das cotações.Além disso, foi divulgada a carta de intenções da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), incluindo o perdão pelo descumprimento das metas fixadas para as contas públicas no primeiro trimestre e a liberação antecipada de recursos do pacote de ajuda financeira concedido no final do ano passado. A carta agradou os mercados, pois as metas não foram flexibilizadas e porque Cavallo mostrou-se disposto a cortar gastos e elevar impostos na medida das necessidades.Após semanas de atenções exclusivas à Argentina, os mercados brasileiros voltaram a ser influenciados por acontecimentos nos Estados Unidos. Dados divulgados pela manhã sobre o desemprego norte-americano no mês de abril. A taxa subiu de 4,3% para 4,5%, o aumento mais forte desde a recessão de 1991. De maneira geral, os últimos números estão pintando um quadro mais pessimista, indicando uma desaceleração mais intensa da economia. Inicialmente, a reação dos mercados foi negativa, mas a expectativa de que os juros básicos dos EUA voltem a cair reverteu a queda.Fechamento dos MercadosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,32%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,790% ao ano, frente a 21,000% ao ano ontem. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,2120, praticamente estável, com queda de 0,05%. Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 2,57%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,43%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,12%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.E leia logo mais o resumo dos principais acontecimentos dos mercados, com uma retrospectiva das principais cotações e tendências e a perspectiva da semana que vem, com opiniões de analistas das maiores instituições financeiras.

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