Argentina e EUA influenciam negócios no Brasil

A Argentina e os Estados Unidos mantêm as atenções dos investidores no mercado financeiro. No país vizinho, começa hoje a votação do Orçamento Nacional para 2001, que será realizada pela Câmara dos Deputados. Nesse processo, o governo do presidente Fernando de la Rúa não espera maiores problemas. O mesmo não deve ocorrer com a reforma da Previdência, onde devem surgir grandes dificuldades.A Argentina depende dessas duas aprovações para receber o pacote de ajuda anunciado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O jornal argentino Clarín divulgou ontem que o volume desses recursos pode chegar a US$ 30 bilhões, o que permitiria ao governo argentino honrar todas as suas dívidas em 2001. O problema do país não se encerra com o recebimento desse dinheiro. Porém, poderá garantir tranqüilidade ao mercado financeiro por algum tempo. Nos Estados Unidos, analistas começam a admitir que o país pode enfrentar um "hard landing", ou seja, uma desaceleração brusca da economia. Isso porque os indicadores econômicos norte-americanos já vêm dando sinais de desaquecimento. Porém, preocupado com pressões inflacionárias, o banco central dos Estados Unidos (FED) ainda não reduziu a taxa de juros do país. O resultado disso é uma recessão interna com forte impacto na economia mundial. Diante dessas incertezas, o mercado financeiro vem registrando fortes oscilações. Dentro dos baixos volumes de negócios, as operações especulativas deixam os investidores inseguros e apreensivos. No mercado de câmbio, a influência maior vem da Argentina. No início do dia, o dólar estava cotado a R$ 1,9810 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,46% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,400% ao ano, frente a 18,160% ao ano registrados ontem.Veja logo mais a abertura do dia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

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