Argentina e FMI fazem hoje rascunho da carta de intenções

Os técnicos da missão do FMI e do ministério de Economia deverão trabalhar hoje na redação do primeiro rascunho da carta de intenções que o governo argentino prevê assinar com o organismo até o final deste mês ou, no máximo, na primeira semana de setembro. Segundo uma fonte do ministério, o rascunho servirá de base para as negociações dos próximos dias para que a versão definitiva do documento esteja pronta até o dia 20 de agosto. Este foi o cronograma definido pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna, e o chefe da missão, John Dodsworth, segundo a fonte, mas ainda existem várias diferenças entre ambas as partes.Enquanto a Argentina oferece um superávit fiscal de 3% do PIB para 2003, algo em torno de 12,75 bilhões de pesos, o FMI insiste em elevar esse porcentual para 3,5% (14,87 bilhões de pesos) e que este chegue a 4%, em 2004. Também existe uma certa tensão do FMI com Lavagna, provocada pela demora na implementação de compromissos estabelecidos pelo atual acordo, que terminará no dia 31 de agosto.Entre essas medidas estão a fixação de uma política de ajustes das tarifas públicas; a aprovação de mudanças na Lei de Entidades Financeiras e a Carta Orgânica do Banco Central; a eliminação de isenção de impostos dos planos de competitividade; a não concessão de novas suspensões das execuções judiciais hipotecárias; e a concessão das compensações aos bancos no valor de 2,8 bilhões de pesos.

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