finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Argentina é mercado cobiçado pelo Itaú BBA, diz presidente

Para Candido Bracher, mercado argentino tem grande potencial por ser sub-bancarizado e ser uma área onde o banco tem vantagem competitiva

ALUÍSIO ALVES E GUILLERMO PARRA-BERNAL, REUTERS

18 de julho de 2014 | 10h22

 

Candido Bracher, do Itaú BBA: interesse no mercado argentino (Foto: Paulo Giandalia/Estadão)

Chile, Colômbia, México, Peru. Enquanto vem fincando bandeira em todos esses mercados nos últimos anos, o Itaú BBA vê a Argentina como um dos destinos mais cobiçados para expansão internacional, segundo o presidente-executivo do banco, Candido Bracher.

Após montar uma filial completa de banco de atacado no Chile, onde disputa cabeça a cabeça os mandatos com grandes rivais globais, o Itaú também vem ganhando visibilidade no México e na Colômbia e faz planos para o Peru, todos mercados cujas políticas recentes pró-mercado vêm atraindo as graças dos investidores internacionais.

Mas perguntando sobre em que mercado o Itaú BBA gostaria de aumentar seus negócios no futuro, Bracher citou a Argentina.

"A Argentina é talvez o país com o maior potencial, já que é um grande mercado, sub-bancarizado e onde temos uma certa vantagem competitiva", disse Bracher em entrevista à Reuters. "Temos que esperar, porém, um ambiente econômico mais estável."

Às voltas com outra crise de dívida com credores, o país vizinho há anos enfrenta uma combinação de anos de inflação alta e economia em desaceleração. Na Argentina desde 2006, o braço de banco de atacado do Itaú Unibanco atende as 300 maiores empresas da Argentina. Mas a instabilidade longa da economia do país tem limitado planos mais ambiciosos de expansão.

Com um time de 104 funcionários naquele país, uma estrutura completa de banco de investimento, incluindo assessoria financeira, gestão de caixa e tesouraria, o BBA responde por pouco mais de metade dos empréstimos do grupo Itaú na Argentina, equivalente a 4 bilhões de reais.

A Argentina tem até o fim do mês para evitar um calote. O país perdeu o prazo para pagar uma dívida de 539 milhões de dólares, após um tribunal dos Estados Unidos ter impedido o país de fazer o pagamento, a menos que também pague investidores que discordaram de reestruturações de dívida feitas em 2003 e 2010.

Porém, sinais de que o governo da presidente Cristina Fernández está revertendo anos de uma retórica anti-mercado está ajudando a reavivar o interesse na Argentina. Nesta semana, o presidente-executivo do BTG Pactual, André Esteves, mostrou intenção de crescer na Argentina no futuro.

Os planos para a Argentina fazem parte da meta do BBA de elevar a fatia internacional no faturamento do banco, dos atuais 15 para 25 por cento, nos próximos cinco anos, a partir de uma estrutura mais robusta nos principais mercados latino-americanos.

"Queremos replicar para a região o que temos feito no Brasil", disse Bracher.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Tudo o que sabemos sobre:
BANCOSITAUBBAENTREVISTA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.