Argentina e petróleo preocupam mercado

Ontem os mercados reagiram muito mal ao noticiário. Os destaques foram para o pacote argentino de reaquecimento da economia, que não convenceu os mercados. Além disso, acirraram-se os conflitos no Oriente Médio, elevando as cotações do petróleo. Além dos conflitos entre israelenses e palestinos, que cada vez mais parecem estar à beira de uma guerra, os Estados Unidos bombardearam posições defensivas do Iraque na zona de exclusão aérea. Por fim, os dados divulgados a respeito da balança comercial brasileira foram bastante decepcionantes, com outubro registrando o pior resultado do ano, déficit de US$ 437 milhões. O governo já espera saldo zero para o comércio exterior no ano de 2000.Como a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - também caiu um pouco, o resultado foi queda na Bolsa e disparada no dólar e nos juros. O dólar atingiu a cotação mais alta desde 2 de dezembro do ano passado, R$ 1,9010, valor que a maioria dos bancos esperava que fosse atingido apenas na virada do ano. A situação na Argentina e o preço do petróleo, ou seja, a situação no Oriente Médio, devem continuar comandando as oscilações hoje. Como são questões delicadas e de solução difícil, esperam-se oscilações ao longo dos dias, refletindo o noticiário. Quanto às bolsas dos EUA, os resultados dos balanços das principais empresas divulgados ontem após o pregão - Kimberly-Clark, Lucent Technologies e Silicon Graphics - não apresentaram surpresas, ficando dentro dos parâmetros esperados pelos analistas.

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