Argentina e Selic são o foco das atenções

A situação argentina continua no centro das atenções do mercado financeiro. Ontem, no final do dia, os números do mercado argentino mostraram claramente a falta de credibilidade do país perante os investidores: a taxa de risco do país ultrapassou os 3 mil pontos, as reservas internacionais líquidas voltaram a cair - de US$ 19,13 bilhões no dia 15 para US$ 18,87 bilhões no dia 16 -, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 6,46% e a taxa de juros diária em dólar passou de 30% para 35% ao ano e, em pesos, de 45% para 55% ao ano.Os analistas vinham acreditando em um "descolamento" do mercado financeiro no Brasil das condições argentinas. Hoje, os investidores poderão mostrar se, de fato, há este descolamento. Já era certo que em um momento de ruptura no país vizinho, os negócios no Brasil poderiam demonstrar certa instabilidadede, mas será este o momento?O ministro da economia da Argentina, Domingo Cavallo, já admitiu que o país não conseguirá atingir o déficit zero no quarto trimestre do ano. Em novembro, a arrecadação deve apresentar uma queda de 16% e não haverá recursos suficientes para honrar todas as dívidas. Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá chegar ao país na próxima segunda-feira e, na melhor das hipóteses, liberaria a parcela de US$ 1,260 bilhão referente ao mês de dezembro. Mas são grandes as chances de que isso aconteça. Resultado do Copom será divulgado hojeO Comitê de Política Monetária (Copom) divulga hoje, no final do dia, sua decisão sobre a Selic, a taxa básica de juros da economia. A maioria dos analistas aposta em manutenção dos juros em 19% ao ano, dadas as pressões sobre os índices de inflação. Qualquer decisão diferente desta será recebida com surpresa por analistas e investidores, apesar das apostas de alguns economistas mais otimistas em um corte de juros nesta reunião. Veja mais informações sobre as perspectivas para a decisão do Copom no link abaixo.Estados UnidosHoje o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 17 de novembro. A previsão média de sete economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC é de 450 mil pedidos, 6 mil a mais do que na semana anterior. Também será divulgado o índice de sentimento do consumidor referente ao mês de novembro, que é apurado pela Universidade de Michigan.Os números são esperados pelos investidores como indicadores do ritmo da atividade econômica norte-america. Vale destacar que todas as previsões positivas para a economia brasileira, com melhora do saldo da balança comercial, levam em conta uma recuperação da economia dos Estados Unidos na primeira semana de 2002.O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) vem adotando uma política agressiva de corte de juros com o objetivo de incentivar o consumo e a produção do país, reaquecendo a economia. Já se fala em mais corte de juros norte-americanos na próxima reunião do Fed em 11 de dezembro. Os números divulgados hoje podem reforçar esta expectativa.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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