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Argentina eleva impostos sobre exportações de grãos

O governo argentino anunciou nestaquarta-feira que vai elevar os impostos de exportação de grãos,diante da forte alta dos preços internacionais. Também anunciou o retorno da emissão de licenças paraexportações de trigo, que estavam suspensas desde março. O ministro da Economia, Miguel Peirano, afirmou ementrevista a jornalistas que o governo estava elevando oimposto sobre a exportação de soja de 27,5 por cento para 35por cento, do trigo de 20 por cento para 28 por cento e domilho de 20 por cento para 25 por cento. "O que se tem preservado, como se tem preservado nestesanos de governo, é que a aplicação de medidas em matéria deretenções (impostos de exportação) seja compatível com níveisde rentabilidade adequados", disse Peirano. A Argentina é o terceiro produtor e exportador mundial desoja e o segundo fornecedor mundial de milho, além de estarentre os cinco principais exportadores de trigo. Boa parte do trigo produzido na Argentina é exportado parao Brasil, que produz apenas 30 por cento do cereal que consome. Moinhos brasileiros haviam comentado anteriormente que oeventual aumento dos impostos de exportação argentinosresultariam em elevação do custo do produto para o Brasil, jáque os produtores argentinos deverão repassar para os preços ocusto extra. Mas pelo menos o governo argentino liberou a emissão deregistros de exportação de trigo para a nova safra. Na terça-feira, pelo menos um moinho brasileiro informouque um contrato de exportação de trigo argentino foi quebradodevido à falta do registro. Além da escalada dos preços dos grãos no mercadointernacional, o setor agropecuário argentino se viu favorecidopela desvalorização da moeda local no começo de 2002, o quemultiplicou seus ingressos em moeda local. Na quarta-feira foi publicado no Boletim Oficial asuspensão temporária do registro de exportações de soja e seusderivados, mas o ministro destacou que eles serão retomados umavez que entrem em vigor os aumentos anunciados. De acordo com analistas, a suspensão dos registros buscaevitar que se acumulem pedidos entre o momento em que seanuncia a alta dos impostos e sua entrada em vigor. (Por César Illiano)

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