Argentina eleva limite para saques no "corralito"

O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna, informou no início da noite que o "governo decidiu dar um passo a mais na liberação de depósitos, e aprovou uma resolução que eleva o limite para saque das contas correntes e poupança para pessoas físicas, passando de 1.500 pesos mensais para 2.000 pesos por mês". O ministro afirmou que com aumento do limite, 70% das contas poupanças estarão liberadas do "corralito". Lavagna informou também que o limite é acumulativo e poderá ser retirado em qualquer ocasião.Ele anunciou que a equipe econômica está estudando incentivos ao consumo para "novembro ou dezembro, que são excludentes entre si: ou reduz o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) de 2% ou aumenta a devolução dos impostos nas compras feitas com cartão de débito, que passaria de 5% para 8%"O ministro disse que o governo apresentou recurso na Corte Suprema de Justiça (semelhante ao Supremo Tribunal Federal) contra os amparos da Justiça que permitem os saques de depósitos do "corralito". Lavagna justificou que, desta maneira, "o governo busca reafirmar que os amparos são uma medida que conspiram contra o bem estar geral e que não são o caminho correto". Desta forma, o governo cede em uma das exigências que o FMI vem fazendo e que o presidente Eduardo Duhalde se mantinha reticente.O prazo de encerramento da segunda etapa da troca de depósitos em prazo fixo por bônus foi prorrogado por mais 30 dias. O prazo vencia hoje e a adesão está muito abaixo das expectativas, não chegando a 10% dos depósitos. Os aplicadores em prazo fixo poderão optar pela troca dos depósitos pelos chamados Boden 2013 ou Letras de Prazo Fixo dos bancos.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2002 | 18h10

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