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Argentina eleva para 20% imposto sobre exportação de combustível

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, ordenou a cobrança de um imposto de 20% sobre exportação de óleo diesel para acabar com a escassez que ameaça o setor agrícola. Os produtores de grãos, fonte de cerca de metade das exportações anuais da Argentina, estão buscando há semanas uma ação do governo para garantir a oferta de diesel.Desde março, a administração Duhalde aumentou os impostos sobre exportação de grãos e alimentos básicos processados, como óleo para cozinha e leite, primeiro para ajudar a equilibrar o orçamento 2002, primeiro para tirar vantagem da desvalorização do peso e depois para manter a oferta local e para manter a inflação sobre controle.O índice de preços ao consumidor subiu mais de 20% nos primeiros quatro meses do ano, com um salto de 10% apenas em abril. O decreto presidencial diz que o novo imposto de 20% sobre exportação de diesel e outros combustíveis será reduzido para 5% em 1º de outubro deste ano.Um imposto original de 5% sobre a exportações de produtos refinados de petróleo foi estabelecido no dia 1º de março. Na ocasião, Duhalde enfureceu as companhias petrolíferas com um imposto de 20% sobre as exportações de petróleo cru. Desde o dia 6 de janeiro, o peso argentino perdeu mais de 70% do valor frente ao dólar.Como resultado, companhias como Repsol-YPF, Perez Companc, Royal Dutsch Shell Group e Exxon Mobil Corp vêm buscando exportar o máximo possível para aumentar os lucros uma vez que a economia argentina continua a encolher depois de quatro anos de firme recessão.As companhias petrolíferas "estão exportando o que pode ser exportado", disse um operador do mercado de energia. "As refinarias estão seguindo a clara chamada do dólar".Contudo, o aumento na exportação de produtos refinados significa uma escassez na oferta no mercado doméstico e forte alta dos preços, que a administração Duhalde quer limitar para não desencadear o mesmo nível de turbulência social que obrigou o ex-presidente Fernando de la Rúa a renunciar no dia 20 de dezembro de 2001.A administração Duhalde vem enfrentando as refinarias e distribuidores para reverter a recente alta dos preços.

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