Argentina enfrenta também problemas com embarques de soja

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, iniciará sua viagem à China no próximo dia 28 com um desagradável problema comercial para resolver: a quarentena do carregamento de 50 mil toneladas de soja argentina por parte do governo chinês, ocorrida no fim de semana, em Guangdong.Até o momento, fontes da indústria não conhecem os detalhes da decisão chinesa mas tomaram conhecimento de que organismo sanitário da China, conhecido como CIQ, detectou problemas fitossanitários no carregamento e proibiu seu desembarque no porto de Shenzhen.Os empresários argentinos do setor suspeitam que a decisão da quarentena seria uma manobra dos importadores que querem renegociar os contratos fechados entre dezembro e março passados, quando o preço da soja estava beirando os US$ 100 dólares.Problemas no passadoNão há um clima de nervosismo entre os exportadores que acreditam numa solução para o problema, principalmente às vésperas da viagem do presidente Kirchner à China. Em agosto de 2003, 17 barcos argentinos com cerca de 700 mil toneladas de soja também foram barrados pelas autoridades chinesas sob o argumento de problemas de qualidade do produto.Na ocasião, foi enviada uma missão técnica à China e o problema foi resolvido. Como terceiro produtor mundial de soja, a Argentina vende aproximadamente sete milhões de toneladas do produto à China, seu principal comprador, por um valor acima de US$ 1,1 bilhão.

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