Argentina está em ‘leve recessão’, afirma consultoria

Sete em cada dez argentinos desaprovam política econômica do governo argentino

Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S.Paulo,

20 de maio de 2014 | 14h49

BUENOS AIRES - A consultoria Abeceb afirmou que a economia da Argentina está "mergulhada em uma leve recessão, sem perspectivas de dar uma guinada neste rumo a curto prazo". A Abeceb, comandada pelo ex-secretário de indústria Dante Sica, informou que detectou no primeiro trimestre de 2014 uma queda de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em comparação com o mesmo período do ano passado. No último trimestre de 2013, a queda teria sido de 0,3%.

"O ajuste nas empresas privadas está apenas começando", afirmou a economista Belén Olaiz, da Abeceb, em alusão às demissões e suspensões que iniciaram ao longo dos últimos dois meses em diversos setores da economia argentina.

Segundo a consultoria, o PIB terá uma queda de 1,5% neste ano. "O ajuste monetário e cambial, além de elevados níveis de incerteza complicaram um quadro que apresenta crescentes dificuldades para crescer desde 2012", sustentaram os economistas da Abeceb.

Sem poupança. Uma pesquisa da consultoria de opinião pública OPSM indicou que 67% dos argentinos não possuem "capacidade alguma" de poupança ou investimento. Outros 21,8% possuem pouca capacidade.

A pesquisa também indica que 70% dos entrevistados desaprova a política econômica do governo da presidente Cristina Kirchner, administrada pelo ministro da Economia, Axel Kicillof.

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