Argentina fecha acordo automotivo com México

Depois de sofrer uma denúncia do México junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em meados do ano, o governo da Argentina anunciou ontem que chegou a um acordo com o país para reduzir as importações argentinas de automóveis mexicanos com alíquota zero.

BUENOS AIRES , O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h04

Segundo a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, que está na Cidade do México, o acordo assinado hoje prevê uma cota de importações de US$ 600 milhões anuais, o que permitirá uma diminuição de 33% na compra de carros mexicanos.

Em nota distribuída à imprensa, Giorgi afirmou que, em virtude do novo acordo, o governo do México vai retirar, na próxima segunda-feira, a queixa que apresentou à OMC sobre a ruptura do convênio anterior, que previa o livre comércio de automóveis entre os dois países, desde 2003.

No comunicado, a ministra informou que, se o volume de exportações de automóveis argentinos ao mercado do parceiro for o mesmo que a quantidade de veículos mexicanos importados pela Argentina, não haverá alíquota de 35%.

"Seguimos a orientação da presidente (Cristina Kirchner) de preservar o equilíbrio externo, mas aumentando o comércio", disse Giorgi. Além disso, a ministra afirmou que o acordo prevê o aumento de conteúdo regional na fabricação dos automóveis, passando de 30% para 40%, no início de 2016.

"A Argentina havia suspendido o benefício que o México tinha de poder vender-nos uma quantidade ilimitada de automóveis sem pagar alíquotas e buscamos replicar um acordo similar ao que esse país tem com o Brasil, que limita suas exportações", comparou Giorgi.

Unilateral. No entanto, a ministra não mencionou que, ao contrário do Brasil, que negociou novas bases de comercialização, a suspensão do acordo foi unilateral e provocou atritos com o México. No ano passado, a Argentina teve um déficit de quase US$ 1 bilhão com o México no setor de automóveis. / M.G.

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