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Argentina fecha acordo com Bird para crédito de US$ 3 bi

O Banco Mundial poderá liberar créditos de US$ 3 bilhões à Argentina nos próximos três anos para projetos de saúde, desenvolvimento rural e infraestrutura, segundo nota divulgada pelo Ministério de Economia da Argentina. O acordo foi fechado ontem à noite e envolve o acatamento pelo governo argentino de sentenças do Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi), do Banco Mundial, de 2009, que condenou o país a indenizar cinco empresas.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

11 de outubro de 2013 | 11h32

Segundo a nota oficial, o ministro de Economia, Hernán Lorenzino, e o vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, Hasan Tuluy, fecharam uma aliança estratégica para 2014/2016, a qual será levada à diretoria para sua aprovação. Nos últimos anos, o governo dos Estados Unidos tem votado contra a concessão de novos créditos ao país, como forma de punir o descumprimento das sentenças emitidas pelo Ciadi. Os EUA reclamam da Argentina o pagamento destas sentenças e da dívida que o país mantém com o Clube de Paris e os fundos credores de títulos não reestruturados, os denominados holdouts.

Fonte oficial considerou que o acordo para pagar as cinco empresas "é uma demonstração de boa vontade da Argentina de pagar o que deve, como vem fazendo todos estes anos, pagando rigorosamente os credores que entenderam a situação do país, que são 93% deles, e entraram na reestruturação". A Argentina vai pagar às empresas cerca de US$ 500 milhões em títulos públicos Bonar 2017 e Boden 2015 emitidos em dólares.

As empresas são a Azurix, que prestava serviços de fornecimento de água potável e de esgoto na província de Buenos Aires; Blue Ridge, que controlava a transportadora de gás CMS; Vivendi, que administrava a concessão da companhia de Aguas Aconquija, em Tucumán; National Grid, empresa que formava parte da Transener, empresa transmissora de energia de alta tensão; e Continental Casualty Company, acionista da seguradora de riscos de trabalho CNA, que possuía letras do Tesouro em dólar. O acerto com as empresas foi extrajudicial e, por isso, não foi anunciado oficialmente, já que terá que, primeiro passar pelo Congresso para sua aprovação, já que o governo não havia reconhecido esta dívida anteriormente.

Lorenzino também apresentou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) o novo indicador para medir os preços da Argentina e "dar transparência" ao Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), questionado pelo organismo, que emitiu uma moção de censura ao país no início do ano.

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